POLÍTICA

Pesquisa aponta que atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro enfraquece candidatura do senador

Levantamento da Atlas/Bloomberg mostra que a maioria dos eleitores vê o episódio como prejudicial a Flávio e prefere o senador na sucessão de Bolsonaro

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 02/07/2026 às 08:07

Alterado em 02/07/2026 às 08:15

Michelle fez postagem recente nas redes sociais insinuando que o enteado compareceu à 'festa do astronauta', promovida por Daniel Vorcaro com garotas de programa Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nessa quarta-feira (1º) mostra que o desentendimento entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro teve forte repercussão entre os eleitores e pode pesar na pré-candidatura do parlamentar ao Planalto. Para 37,8%, a crise familiar e política enfraquece muito a candidatura de Flávio, enquanto 26,3% dizem que prejudica um pouco.

Outros 22,4% avaliam que o episódio não afeta a pré-campanha, e apenas 9,2% entendem que a exposição do conflito fortalece a candidatura do senador. A pesquisa também indica que 78% dos entrevistados tiveram acesso ao vídeo publicado por Michelle em 24 de junho, no qual ela diz ter sido humilhada por Flávio e o acusa de ser grosseiro e desrespeitoso.

Quem o eleitor vê como mais fiel a Bolsonaro

Na comparação sobre proximidade com Jair Bolsonaro, 38,3% consideram Flávio o mais fiel às orientações políticas do ex-presidente. Michelle aparece com 15,5%, enquanto 30,9% dizem que os dois são igualmente leais. Outros 15,3% não souberam responder.

Entre os que assistiram ao vídeo, 38,3% afirmam concordar mais com a posição de Michelle, e 20,6% ficam ao lado de Flávio. Outros 21,4% dizem concordar com os dois em parte, o que reforça a divisão dentro do eleitorado sobre o episódio e seus desdobramentos políticos.

Impacto do vídeo e disputa pela sucessão da direita

Questionados sobre a decisão de Michelle de tornar o conflito público, 51% dizem concordar com a atitude dela, enquanto 35,1% discordam. Para 38,6%, a divulgação do vídeo foi motivada por uma possível vontade de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio; 28,5% avaliam que a intenção foi apenas expor divergências pessoais e políticas.

Na disputa pela liderança da direita e pela sucessão de Bolsonaro, Flávio lidera com 43,2%. Em seguida aparecem Nikolas Ferreira, com 18,4%; Renan Santos, com 14,5%; Tarcísio de Freitas, com 8,6%; Eduardo Bolsonaro, com 4,5%; e Michelle Bolsonaro, com 3,9%.

Cenário eleitoral e método da pesquisa

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente soma 48,8%, contra 42,3% do senador. Brancos, nulos e indecisos totalizam 8,9%. O resultado representa estabilidade em relação à rodada anterior, realizada em maio, dentro da margem de erro de um ponto percentual.

A Atlas/Bloomberg ouviu 5.000 eleitores entre 25 e 30 de junho, por meio de recrutamento digital aleatório. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-04582/2026. (com informações da Agencia Estado)

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