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Datafolha projeta segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula

A disputa presidencial deve ser decidida em nova rodada no dia 25, após a apuração parcial indicar vantagem do senador sobre o presidente

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 04/10/2026 às 19:25

Alterado em 04/10/2026 às 19:38

Flavio Bolsonaro com a madrasta Michelle Bolsonaro, que foi eleita senadora pelo DF Foto: reprodução

O Datafolha projeta um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com base na apuração parcial das urnas. Segundo o instituto, o senador aparece à frente nos votos válidos e a disputa deve ser decidida no próximo dia 25.

O cenário reforça a polarização que marcou a campanha e recoloca, mais uma vez, o embate entre bolsonarismo e petismo no centro da eleição. A trajetória do pleito foi influenciada pela dificuldade dos demais nomes da direita em ganhar tração e pela concentração do debate em temas institucionais e eleitorais.

Estratégia de campanha e desgaste dos adversários

Durante a campanha, Flávio buscou ampliar seu alcance e reduziu a exposição direta do pai, usando Bolsonaro apenas em momentos simbólicos. A estratégia foi acompanhada pela aposta no antipetismo e por críticas à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, que acabou rendendo munição política ao senador.

Rivais da direita, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury, não conseguiram consolidar alternativas competitivas. O cancelamento de debates, a ausência de Flávio em encontros televisivos e o desgaste de adversários contribuíram para fortalecer sua posição na reta final.

Impacto de investigações e da economia na disputa

Flávio carrega um histórico de suspeitas e investigações que envolve rachadinhas, milícias e a relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Do lado de Lula, também pesam apurações sobre negócios ligados a seu filho, embora com efeito político mais indireto.

Na campanha, o governo tentou reagir com medidas como reajuste do Bolsa Família e ações sobre apostas, mas a economia não ofereceu impulso suficiente. Juros altos, desgaste fiscal e disputas narrativas limitaram o alcance das ações do presidente, mesmo com temas sociais ainda fortes entre parte do eleitorado.

O que pode decidir a votação final

Com o segundo turno formado, a disputa passa a depender dos apoios partidários e da capacidade de mobilização nos maiores colégios eleitorais. O centrão tende a se aproximar de Flávio, enquanto MDB e PSD podem adotar uma postura mais fragmentada, liberando apoios individuais.

Lula ainda pode explorar pautas de forte apelo popular, como o fim da escala 6x1, mas enfrenta um ambiente político mais desfavorável. A eleição também deve definir o futuro do bolsonarismo, a sucessão no PT e o espaço de novas lideranças, em um cenário que pode marcar o fim de um ciclo conhecido da política brasileira. (reportagem ampliada com informações a Folhapress)

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