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Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 45% no 2º turno

Levantamento da Folha e da TV Globo mostra disputa acirrada

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 24/09/2026 às 19:00

Alterado em 24/09/2026 às 19:00

O presidente Lula esteve em São Gonçalo (RJ), nesta quinta-feira, onde fez comicio e camnhada com eleitores e políticos fluminenses, entre eles, o candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes, e a candidata ao Senado Benedita da Silva Foto: Ricardo Stuckert

A nova rodada do Datafolha aponta Lula (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). No cenário de segundo turno, a diferença diminui ainda mais, com 47% para o petista e 45% para o senador, dentro da margem de erro de dois pontos.

O levantamento reforça que a corrida presidencial de 2026 chega à reta final com forte polarização entre os dois principais nomes. Na comparação com a pesquisa anterior, Lula oscilou de 39% para 40% no primeiro turno, enquanto Flávio se manteve em 36%. No segundo turno, o placar passou de 46% a 44% para 47% a 45%.

O que diz a pesquisa

A pesquisa foi feita entre terça-feira (22) e quarta-feira (23), com 2.002 eleitores, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00304/2026. O trabalho foi encomendado pela Folha e pela TV Globo e funciona como uma fotografia do momento, sem valor de previsão para o resultado final.

No pelotão abaixo dos líderes, o cenário permaneceu praticamente congelado. Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 5%, e indecisos, 2%.

Temas que mexeram com a campanha

Segundo a leitura política do levantamento, a semana foi marcada por fatores que influenciaram a disputa, como a redução da crise em torno do Supremo Tribunal Federal, o anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família e o debate sobre ingerência externa na campanha. Esses elementos reforçaram o ambiente de tensão e ampliaram a disputa por voto útil.

No caso do Bolsa Família, a medida foi explorada pela oposição como suposto gesto eleitoreiro, enquanto o governo buscou sustentar o efeito positivo junto ao público beneficiário. Já a pauta da influência externa ganhou força após manifestações de Donald Trump e críticas trocadas entre aliados de Lula e de Flávio Bolsonaro.

Pressão por voto útil e reta final acirrada

Com o cenário travado entre os líderes, cresce a pressão por voto útil ainda no primeiro turno. Isso aumenta a cobrança pública sobre os candidatos e reduz o espaço para os nomes de menor expressão na disputa. A tendência, por enquanto, é de uma eleição cada vez mais concentrada em Lula e Flávio Bolsonaro.

O quadro também mostra que temas como segurança pública, soberania e relação com os Estados Unidos seguem no centro do debate. Na reta final, qualquer oscilação pode pesar, já que cada ponto percentual passa a ter impacto direto na estratégia dos principais concorrentes. (reportagem ampliada com informações da Folhapress)

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