‘Dark Horse’ repercutiu mais nas redes que caso Lulinha

Estudo exclusivo compara menções aos dois casos, aponta picos de engajamento e detalha a atuação de perfis políticos nas plataformas digitais

Por JORNAL DO BRASIL

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Um levantamento exclusivo da consultoria Bites para a Broadcast comparou a repercussão digital do caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro com as publicações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A análise considerou sites de notícias, blogs, YouTube e redes sociais como X, Instagram, Facebook e TikTok.

Segundo o estudo, o episódio revelado em maio pelo Intercept Brasil provocou uma explosão imediata de menções nas redes, com 1.055.705 citações entre 11 e 17 de maio. Na semana passada, quando o noticiário sobre Lulinha se intensificou, o volume ficou em 767.512 menções.

Repercussão ao longo do ano

Apesar do pico mais forte no caso Flávio/Vorcaro, o acumulado de 2026 mostra cenário diferente. As citações sobre as investigações de Fábio Luís somaram 4,39 milhões, acima das 3,94 milhões registradas para o episódio envolvendo o filho de Jair Bolsonaro.

De acordo com a Bites, isso ocorre porque as menções a Lulinha ficaram mais distribuídas no tempo, com registros iniciados em março, novo avanço em maio e crescimento expressivo na semana passada. Já o caso de Flávio teve concentração maior logo após a revelação das mensagens.

Mobilização nas redes

A consultoria aponta que perfis ligados ao bolsonarismo estiveram entre os principais responsáveis por impulsionar as publicações sobre Lulinha, o que sugere mobilização coordenada em torno do tema. No caso de Flávio e Vorcaro, também houve participação de perfis críticos ao bolsonarismo, mas de forma mais dispersa.

O relatório destaca ainda que o caso Lulinha teve três picos importantes neste ano: um em março, durante a CPI do INSS; outro em maio, com novas informações na imprensa; e o maior em agosto, quando o tema se consolidou como um dos principais ataques a Lula nas redes em meio à disputa eleitoral. (com informações da Agência Estado)