MUNDO
Irã e EUA ampliam ataques no Golfo e deixam acordo em risco
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 12/07/2026 às 13:14
Alterado em 12/07/2026 às 13:15
O Estreito de Ormuz foi fechado novamente Foto: Reuters
Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques intensos com míssiles e drones neste fim de semana, ampliando a instabilidade no Golfo Pérsico. Teerã atingiu instalações americanas em países da região e afirmou ter fechado novamente o estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia relevante do comércio mundial de petróleo e gás.
A ofensiva marcou mais uma etapa de um ciclo de ataques e contra-ataques que envolve bases, navios e posições militares em diferentes pontos da região. A violência também alcançou áreas próximas ao Catar e aos Emirados Árabes Unidos, agravando a preocupação com a segurança da navegação e com o risco de uma escalada ainda maior.
Estreito de Ormuz vira foco da crise
O Irã afirmou ter bloqueado a passagem após disparos de advertência contra embarcações que seguiam por rotas não autorizadas e disse ter imobilizado outro navio no domingo. Autoridades iranianas passaram a defender um sistema de controle mais rígido sobre o estreito, enquanto os EUA negam que Teerã tenha total domínio sobre a via marítima.
O Comando Central americano sustentou que o tráfego continua fluindo e informou que forças dos EUA atuam para proteger a liberdade de navegação. Já o Centro Conjunto de Informações Marítimas afirmou que uma rota alternativa ampliada perto de Omã segue disponível, apesar da grave ameaça à segurança.
Impacto regional e pressão sobre negociações
A nova rodada de hostilidades atingiu também o Catar, onde três pessoas ficaram feridas por estilhaços, além de relatos de ameaças e interceptações nos Emirados Árabes Unidos, no Barein, na Jordânia e em Omã. O governo catari responsabilizou formalmente o Irã pelo ataque, enquanto outros países pediram cautela e reforçaram alertas a embarcações e cidadãos.
As ações militares aumentam as dúvidas sobre o futuro do acordo provisório entre EUA e Irã, firmado no mês passado para reabrir o estreito e buscar um cessar-fogo. A retomada da violência também pressiona os preços da energia e adiciona um novo fator de instabilidade econômica global, em meio à tensão política nos Estados Unidos e à proximidade das eleições para o Congresso.
Conversas diplomáticas continuam sob pressão
Apesar dos ataques, representantes de Irã e Omã seguiram conversando sobre a situação no estreito, e o Paquistão também apareceu como mediador nas articulações regionais. No entanto, a continuidade das negociações depende da redução imediata da violência, algo que ainda não aconteceu.
Enquanto isso, a liderança iraniana insiste que os acordos unilaterais terminaram e que o país cobrará um preço por qualquer descumprimento. Do lado americano, a prioridade segue sendo conter os ataques e garantir a navegação em uma das rotas mais sensíveis do comércio internacional.