Ciclone paralisa Omã e preocupa Irã, Emirados e Arábia Saudita

Agência EFE

OMÃ - O sultanato de Omã amanheceu nesta quarta-feira paralisado pelo ciclone tropical Gonu que alcançou a sua costa na madrugada passada, enquanto Irã, Emirados Árabes e Arábia Saudita tomam medidas para evitar seus efeitos.

O sultão de Omã, Qabus bin Sayed, ordenou o fechamento durante três dias de todas as instituições governamentais e das escolas e universidades do país. As instalações foram preparadas para acolher as milhares de pessoas que abandonaram as áreas do litoral.

O aeroporto de Mascate está fechado desde ontem. Todas as localidades do oeste estão sem luz nem telefone, devido aos fortes ventos, de 170 a 200 km/h. As ondas chegaram a 12 metros de altura de danificaram várias ruas.

Omã informou que o "Gonu" causou danos materiais, mas nenhuma vítima até agora.

Nos Emirados Árabes Unidos, o Governo afirma que o ciclone não terá graves conseqüências sobre o país, mas tomou medidas de precaução no litoral. A Arábia Saudita e o Irã, que deve ser atingido pelo "Gonu" esta noite ou amanhã, também entraram em alerta.

Os principais exportadores de petróleo na região afirmam que o ciclone não afetará suas instalações petrolíferas. Mas os analistas temem as dificuldades para a movimentação dos petroleiros no estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico.

Pelo estreito passam de 17 a 20 milhões de barris diários de petróleo. Analistas temem que um atraso de um ou dois dias de alguns petroleiros aumente ainda mais os preços.

A companhia de petróleo saudita Aramco anunciou um plano de emergência para enfrentar possíveis conseqüências sobre suas instalações, "seja no mar ou em terra".

Um porta-voz da companhia afirmou que todos os petroleiros sauditas foram notificados há dois dias para tomarem medidas de precaução.