Trump ameaça novos ataques ao Irã, aumenta tensão no Oriente Médio e diz estar sendo 'enrolado'
Presidente dos EUA afirma estar perto de ordenar novos bombardeios enquanto crise militar e diplomática se agrava na região
Donald Trump afirmou estar “muito próximo” de ordenar novos ataques contra o Irã, incluindo alvos como centrais elétricas e pontes. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Teerã estaria atrasando as conversas sobre um acordo final e, por isso, poderia sofrer novos bombardeios.
Em declarações à Fox News e em publicações no Truth Social, Trump acusou o governo iraniano de “enrolar” Washington. Ele disse ainda que o Irã “só fala e não age” e que o país “vai pagar o preço” por ter demorado a negociar um entendimento considerado vantajoso.
Retaliações e novos alertas militares
A crise se agravou após os EUA atacarem sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radares iranianos próximos ao Estreito de Ormuz. De acordo com o Comando Central de Washington, a ofensiva foi uma resposta à derrubada de um helicóptero americano por forças de Teerã.
Na sequência, o Irã retaliou com ataques a bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo instalações no Bahrein e no Kuwait. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que países da região têm a responsabilidade moral e legal de impedir o uso de seus territórios para apoiar ações americanas e israelenses contra o Irã.
Pressão diplomática por cessar-fogo
O Comando Central Khatam al-Anbiya, ligado às Forças Armadas iranianas, também ameaçou ampliar a resposta caso a ofensiva continue. O órgão disse que o Irã poderá atingir alvos mais graves e em maior número na região.
Em meio à escalada, o vice-premiê e chanceler da Itália, Antonio Tajani, informou que acompanha a situação com embaixadores italianos no Oriente Médio. Ele disse que uma trégua entre americanos, iranianos e israelenses ainda parece distante, mas defendeu o avanço de um cessar-fogo que preserve a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para a economia global.
Nos Estados Unidos, a pressão sobre a Casa Branca também aumentou após a Câmara dos Representantes aprovar uma resolução para limitar a guerra contra o Irã sem autorização formal do Congresso.
Enquanto isso, interlocutores internacionais seguem tentando mediar a crise, inclusive com o Paquistão apresentando propostas revisadas para um desfecho das hostilidades.
O debate sobre uma saída negociada também aparece em declarações anteriores de Trump, que chegou a dizer que deveria decidir sobre a guerra no Irã “até domingo”.
A escalada no Oriente Médio impactou ainda os mercados, com o dólar reagindo a idas e vindas de Trump sobre o conflito.
Do lado iraniano, lideranças religiosas e políticas reforçam a retórica contra Washington e Tel Aviv, como em declarações sobre uma nova ordem regional sem a presença de Estados Unidos e Israel.