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Câmara dos EUA aprova resolução para limitar guerra de Trump contra o Irã

Votação simbólica expõe divisão entre republicanos e reforça a pressão sobre os poderes de guerra do presidente

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 04/06/2026 às 08:09

Alterado em 04/06/2026 às 18:23

Sessão na Câmara, em Washington Foto: reprodução de vídeo

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, sob liderança republicana, aprovou uma resolução para limitar a continuidade da guerra contra o Irã sem autorização formal do Congresso. A votação terminou em 215 a 208 e expôs uma divisão incomum entre aliados de Donald Trump, com quatro republicanos apoiando a iniciativa democrata.

Racha entre republicanos

A medida determina que o presidente retire as tropas americanas do Irã, a menos que o Congresso declare guerra ou autorize o uso da força militar. Embora o texto tenha forte peso político, sua eficácia prática ainda é limitada, já que precisa avançar no Senado e enfrenta questionamentos jurídicos sobre o alcance das resoluções de poderes de guerra.

Os quatro republicanos que votaram a favor foram Tom Barrett, Warren Davidson, Brian Fitzpatrick e Thomas Massie. Nenhum democrata se opôs à resolução, e sete deputados não participaram da votação.

Pressão crescente sobre Trump

O resultado representou mais um revés para Trump no Congresso e reforçou o desconforto de parte do Partido Republicano com a condução do conflito, que já dura três meses. Antes dessa votação, outras três resoluções semelhantes haviam fracassado por margens menores, e líderes republicanos chegaram a adiar a análise do tema quando a aprovação passou a parecer provável.

Na quinta-feira, Trump reagiu de forma dura, classificando a votação como antipatriótica e afirmando que os republicanos que se alinharam aos democratas deveriam se envergonhar. Nas redes sociais, ele disse que a decisão ocorreu em meio às suas negociações finais para encerrar a guerra com a República Islâmica do Irã.

Outras pautas em disputa no Congresso

No Senado, uma resolução semelhante foi apresentada no mês passado e superou uma votação processual, depois de várias tentativas frustradas. Até agora, porém, não há nova data para uma deliberação definitiva. Enquanto isso, a Câmara também avançou em uma moção para abrir caminho a uma votação sobre ajuda de segurança à Ucrânia.

Nos últimos dias, o presidente também passou a enfrentar críticas por outras decisões, incluindo a escolha de Bill Pulte para atuar como diretor interino de inteligência nacional e a proposta de criar um fundo para pagar aliados políticos que alegam ter sido alvo de abusos governamentais.

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