NAS QUADRAS
Retrospectiva NBB 2025
Por PEDRO RODRIGUES
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Publicado em 03/01/2026 às 11:53
Alterado em 03/01/2026 às 11:53
2026 já começou para o NBB Imagem: Pedro Rodrigues/feita com IA
Feliz 2026! Para receber o Ano Novo, vamos aproveitar o recesso do NBB até o dia 8 de janeiro para relembrar as grandes histórias que marcaram o maior campeonato de basquete do Brasil em 2025.
O ano — e a década — continuam sendo dominados pelo timaço do Sesi-Franca. A equipe de Lucas Dias, o maior jogador em atividade no país, venceu o KTO Minas por 3 a 1 na série final (relembre aqui) e conquistou, assim, o quarto título do NBB. Após o tricampeonato, o time ainda se reforçou com as chegadas do ala Didi Louzada, vindo do Flamengo, e de Georginho, do Ratiopharm Ulm — aquele “algo a mais” que fez a diferença para superar o Flamengo na semifinal, em casa, após um dramático quinto jogo decidido na prorrogação (98 a 95).
Já o Minas, melhor equipe da temporada regular, decepcionou em momentos decisivos. Foram três frustrações: a derrota em casa para o Flamengo na Copa Super 8 e a eliminação, novamente diante da própria torcida, na semifinal do NBB (64 a 61 — relembre aqui).
Falando em Flamengo, o Rubro-Negro passou por uma mudança importante de comando em fevereiro. Após seis anos à frente da equipe, o clube da Gávea demitiu o técnico Gustavo de Conti (aqui). Na era de Gustavinho, o Flamengo conquistou dois NBBs, quatro Copas Super 8, uma BCLA e um título Interclubes.
Para substituí-lo, chegou Sergio “Oveja” Hernández, treinador que comandou o lendário time da Argentina medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, em 2008, e vice-campeão mundial em 2019. Seu cartão de visitas foi impressionante. Na BCLA, o Flamengo, liderado pelo trio Gui Deodato, Ruan Miranda e Alexey Borges, varreu Franca e Boca Juniors e levou a segunda taça continental para a Gávea.
No entanto, ficou um gosto de “quero mais” no NBB. As lesões de Ruan e Gallizzi, pivôs de ofício, foram decisivas para que o Flamengo não conseguisse, mais uma vez, superar o Franca. Já no NBB 18, iniciado em outubro, o clube voltou a sofrer com problemas físicos, incluindo as ausências de Ruan e do recém-contratado Franco Baralle. Mesmo com um começo preocupante no Intercontinental, o Flamengo de Hernández tem se mostrado resiliente e mais maduro nesta temporada. Para fechar o ano rubro-negro, uma certeza: finalmente o clube tem um jogador com potencial para ser o grande ídolo da década — o armador Alexey Borges.
Os outros times cariocas no NBB vivem momentos delicados. O Vasco da Gama iniciou a temporada preocupando sua torcida, com a saída do principal patrocinador e a aposentadoria do ídolo Marquinhos. Para os vascaínos, o NBB 18 começa de fato em janeiro, com a chegada de reforços para tirar o time da última posição da tabela.
Já o Botafogo segue fazendo o possível — e quase o impossível — dentro e fora de quadra. Seu principal trunfo continua sendo o ala Matheusinho.
O maior acontecimento do basquete nacional em 2025, no entanto, foi a paz entre a CBB e a Liga Nacional de Basquete. Após quase dez anos de conflitos velados, a trégua foi selada em março, durante o Jogo das Estrelas do NBB. Trata-se de uma pedra fundamental para o futuro do basquete brasileiro.
Outros pontos importantes do ano
A Seleção Brasileira manteve a boa fase ao vencer a arquirrival Argentina na AmeriCup 2025;
A tão necessária Liga Ouro, segunda divisão do NBB, voltou ao calendário, com o Osasco vencendo o Cruzeiro de virada;
O inchaço do NBB, agora com 20 clubes, ainda não apresenta os resultados esperados.
2026 já começou, e teremos uma Copa Super 8 animada no fim do mês.