Dez anos é o intervalo que o Ministério da Saúde fixa entre um reforço da vacina dT, contra difteria e tétano, e o seguinte. A dose faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do adulto, que em 2026 vale para a faixa de 25 a 59 anos e inclui também hepatite B, tríplice viral e febre amarela, todas gratuitas nas salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS). O que cada pessoa precisa tomar depende do histórico vacinal: quem já completou um esquema não repete, quem não completou começa ou termina.
As vacinas do adulto no SUS cabem em uma lista curta
A página do calendário de vacinação do Ministério da Saúde separa as indicações por fase da vida. Para a faixa de 25 a 59 anos, a lista é esta:
- dT (difteria e tétano): 3 doses no esquema básico e reforço a cada 10 anos, antecipado para 5 anos em caso de exposição a risco.
- Hepatite B: 3 doses, conforme o histórico vacinal.
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): 2 doses até os 29 anos e 1 dose de 30 a 59 anos; trabalhador da saúde toma 2 doses em qualquer idade.
- Febre amarela: 1 dose; para viajantes, pelo menos 10 dias antes da viagem.
- Varicela e pneumocócica: só para grupos específicos, como trabalhadores da saúde e povos indígenas, conforme cada vacina.
Jovens de até 24 anos seguem a lista de adolescente e jovem, que tem os mesmos itens básicos e ainda a vacina contra o HPV, com resgate dos atrasados até os 14 anos e estratégia definida por cada estado para não vacinados de 15 a 19 anos. A partir dos 60 anos, o calendário do idoso acrescenta a vacina da gripe, uma vez por ano, e a da covid-19, a cada seis meses.

O reforço da dT conta a partir da última dose tomada
O calendário técnico do adulto, documento para profissionais de saúde atualizado em 30 de janeiro de 2026, define o esquema básico como pelo menos três doses de vacina com componente contra difteria e tétano. Para quem já tem essas três doses, a orientação é “1 dose de reforço com dT a cada 10 anos após a última dose do esquema básico”. Para quem não tem, a indicação é “iniciar ou completar 3 doses com dT, observando os intervalos recomendados”: 60 dias entre uma dose e outra, com mínimo de 30 dias.
Na página do calendário, os reforços aparecem em idades redondas: aos 14 e aos 24 anos na fase jovem, aos 34 anos no adulto e, a partir daí, uma dose a cada 10 anos. Na prática, a conta parte da data da última dose registrada na caderneta.
O tétano não passa de pessoa para pessoa. Segundo a página do Ministério da Saúde sobre tétano acidental, a bactéria pode estar na terra, em galhos, na água suja e na poeira e entra por ferimentos na pele ou nas mucosas. Depois de um machucado, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar o serviço de saúde, que avalia se é preciso vacina ou soro.
Hepatite B e tríplice viral seguem o histórico de cada pessoa
A vacina contra a hepatite B está disponível no SUS “para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade”, segundo a página do Ministério da Saúde sobre hepatite B. No adulto, o esquema completo costuma ter três doses. A doença é transmitida por relação sexual e contato com sangue contaminado e, na maioria dos casos, não dá sintomas, o que atrasa o diagnóstico.
Na tríplice viral, o corte é a idade. Até os 29 anos, o esquema completo tem duas doses, com 30 dias entre elas. De 30 a 59 anos, quem não tem registro de vacina toma uma dose, e quem já tomou uma não precisa de outra, segundo o calendário técnico. O documento também prevê febre amarela em dose única para quem nunca foi vacinado; quem só recebeu dose fracionada toma um reforço.
A tríplice viral é contraindicada na gravidez: gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto recebem a dose depois do parto, segundo o ministério.
O sarampo explica por que a tríplice viral vale para adultos
O vírus do sarampo passa de pessoa para pessoa pelo ar, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. De acordo com a página do Ministério da Saúde sobre sarampo, a doença “é tão contagiosa que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes”. A mesma página afirma que todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação de vacina, e que adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem completar a vacinação conforme o calendário.
Conferir a caderneta é o primeiro passo na sala de vacina
- Separe a caderneta ou o cartão de vacinação e veja a data da última dose de dT.
- Procure a unidade básica de saúde mais perto de casa, onde ficam as salas de vacina do SUS.
- Pergunte quais doses de hepatite B, tríplice viral e febre amarela já constam no seu histórico.
- Para quem não tem histórico de uma vacina, o calendário técnico indica o esquema completo daquela vacina.
- Vai viajar para área com febre amarela: tome a vacina pelo menos 10 dias antes.
- Gestante, pessoa com imunidade baixa e trabalhador da saúde têm esquemas próprios: avise a equipe antes da dose.
Na nota sobre a hepatite B, o calendário técnico resume a orientação para quem está com doses atrasadas: “Recomenda-se garantir a vacinação com esquema completo, o mais breve possível.”
Para saber quais vacinas faltam no seu caso, converse com a equipe da unidade de saúde ou com um médico de confiança.
Leia também: Vacina que não aparece no Meu SUS Digital tem até 10 dias para entrar depois do envio: como ver a carteira de vacinação no celular e baixar o certificado; Vacina da dengue no SUS em outubro de 2026: dose única do Butantan segue suspensa e só quem tem de 10 a 14 anos toma a Qdenga.
Informações conferidas em 19 de outubro de 2026 nas fontes citadas.



