Para ver todas as doses registradas em seu nome, basta abrir o aplicativo Meu SUS Digital, entrar com a conta gov.br e seguir o caminho “Minha Saúde”, depois “Vacinas”. Na aba “Documentos” ficam a Carteira Nacional de Vacinação Digital e os certificados, que podem ser baixados em PDF de graça. Se alguma vacina estiver faltando, o próprio usuário não consegue incluí-la: quem corrige é a unidade de saúde que aplicou a dose, e o Ministério da Saúde informa que os dados aparecem em até 10 dias depois do envio.
As vacinas ficam na área Minha Saúde do aplicativo
O passo a passo foi reforçado pelo ministério em texto publicado em 6 de outubro de 2026, uma terça-feira. O serviço funciona no aplicativo, gratuito para Android e iPhone, e também na versão web, pelo endereço meususdigital.saude.gov.br. O roteiro é este:
- abra o Meu SUS Digital ou a versão web;
- entre com a conta gov.br, usando CPF e senha;
- na tela inicial, toque em “Minha Saúde” e depois em “Vacinas”;
- confira o histórico de doses e, para a carteira e os certificados, abra a aba “Documentos”.
Para gerar o arquivo, o usuário escolhe o documento e toca em “Exportar Documento”. Na página do certificado de Covid-19 no portal gov.br, o governo descreve o último passo assim: “Escolha o idioma e o padrão desejado e clique no ícone “PDF””. A emissão leva cerca de um minuto, segundo a mesma página.

Três documentos de vacina podem ser emitidos pelo celular
A página oficial do Meu SUS Digital, mantida pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) do ministério, lista os documentos ligados à vacinação que o aplicativo, antigo Conecte SUS, oferece:
- Carteira Nacional de Vacinação Digital: reúne o histórico de vacinas e imunobiológicos já aplicados e registrados;
- Certificado Nacional de Vacinação Covid-19: sai em português, inglês ou espanhol, e há também uma versão no padrão da União Europeia;
- Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP): comprova a vacina contra a febre amarela, exigida na entrada de alguns países.
O nível da conta gov.br faz diferença. Para o certificado de Covid-19, o portal aceita conta bronze, prata ou ouro. Já a página do CIVP no gov.br avisa que é preciso ter conta nível ouro, informa que o serviço é gratuito e que o documento não tem prazo de validade. Pelas perguntas frequentes do ministério, o CIVP digital só pode ser emitido para quem tomou a vacina no fim de dezembro de 2022 ou depois, com ciclo completo, lote registrado e fabricante aceito. Certificados em papel ou em PDF emitidos antes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) continuam valendo.
Nem toda dose aparece de forma automática
O aplicativo não tem dados próprios: ele é abastecido pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que recebe os registros enviados pelos postos por sistemas como o SI-PNI, o e-SUS APS e sistemas estaduais e municipais. No texto de outubro, o ministério admite que “nem todas as vacinas recebidas aparecem automaticamente no Meu SUS Digital” e que as informações estão sendo incluídas de forma gradual.
Nas perguntas frequentes, a pasta aponta três motivos para uma dose sumida: o profissional ainda não registrou a aplicação no sistema, o registro foi feito mas não foi enviado ao ministério, ou os dados chegaram com erro. Doses de Covid-19 tomadas fora do Brasil aparecem apenas na carteira nacional, e o certificado de Covid-19 não sai se as duas primeiras doses não foram aplicadas no país. Por isso o cartão de papel, que o vacinador preenche e entrega na hora, continua sendo um comprovante útil.
Quem corrige o registro é o posto que aplicou a vacina
O usuário não consegue adicionar nem editar doses dentro do aplicativo. Segundo o ministério, “a atualização deve ser realizada pelo serviço responsável pelo registro”. Na prática, o caminho é este:
- procure a unidade de saúde onde tomou a vacina, levando o cartão de papel, ou a Secretaria Municipal de Saúde;
- antes de ir, confira se o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) usado no registro é o mesmo que aparece no seu Meu SUS Digital;
- se houver dois números de CNS, peça a unificação dos cadastros na unidade;
- se os dados do seu CNS estiverem diferentes dos da Receita Federal, peça a atualização do cadastro com os dados da Receita.
Depois que o posto corrige o registro, é preciso pedir o reenvio dos dados ao ministério, e só então a dose passa a aparecer no aplicativo. A página do certificado lembra ainda que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) garante ao titular o direito de pedir a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados. Dúvidas sobre o certificado podem ser tiradas no Disque Saúde 136.
A caderneta das crianças também está no aplicativo
Desde abril de 2025, o Meu SUS Digital traz a caderneta de saúde da criança, com histórico de vacinas, crescimento e avisos das próximas doses. Na época do lançamento, a SBT News informou que o responsável e a criança precisam ter conta gov.br para usar o serviço, e que a caderneta impressa entregue na maternidade continua válida. A página da Seidigi confirma que o aplicativo permite acessar informações de saúde de familiares.
Também vale desconfiar de quem cobra para “emitir” a carteira ou o certificado: todos esses documentos saem de graça pelo aplicativo oficial ou pela versão web do ministério. Se o histórico mostrar uma vacina atrasada ou faltando, leve a carteira a uma unidade básica de saúde para que um profissional avalie quais doses ainda precisam ser tomadas.
Informações conferidas em 13 de outubro de 2026 nas fontes citadas.



