A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) pode começar pelo celular e terminar na porta de casa em São Paulo e em Minas Gerais, onde os sites oficiais de emissão oferecem o envio pelos Correios. O pedido, porém, não é 100% digital: em ambos os estados o cidadão agenda e preenche dados pelo aplicativo, mas precisa ir ao posto para tirar a foto e conferir os documentos.
O celular abre o pedido, mas o atendimento presencial continua obrigatório
A emissão da CIN é feita pelos órgãos de identificação civil de cada estado e do Distrito Federal, segundo a página de perguntas frequentes sobre a CIN do governo federal, atualizada em 16 de julho de 2026. Essa página não fala em pedido feito inteiramente pela internet nem em entrega em domicílio: cada estado decide como organiza o agendamento e a devolução do documento.
O que o governo federal oferece pelo celular é a versão digital da carteira, no aplicativo gov.br, que só aparece depois que o documento físico é emitido. Ou seja, o app não substitui a ida ao posto.

Nos dois estados com entrega confirmada em canal oficial, o caminho é parecido: agendar pelo aplicativo, comparecer no dia marcado e, no balcão, escolher receber a carteira em casa.
Entrega em casa, prazo e custo nos dois estados confirmados
- Minas Gerais: agendamento e pré-cadastro pelo site ou pelo MG App; entrega pelos Correios sempre que possível, em até 15 dias úteis; a página não informa cobrança pelo envio.
- São Paulo: agendamento pelo site, aplicativo ou WhatsApp do Poupatempo; envio pelos Correios mediante taxa de serviço de R$ 9,09 na segunda via; emissão em até 26 dias úteis.
- Primeira via: gratuita nos dois estados, como prevê a lei federal para a primeira emissão em papel.
- Segunda via: R$ 115,80 em Minas Gerais e R$ 57,63 em São Paulo, com casos de isenção.
Em Minas Gerais, a página oficial do serviço, atualizada em 29 de junho de 2026, diz que a etapa de pré-cadastro, com dados pessoais e endereço, “é feita totalmente on-line” e que a forma de recebimento deve ser informada no atendimento. A foto é tirada no local, sem necessidade de levar 3×4. Os Correios fazem até três tentativas de entrega. Se ninguém receber, o documento fica por até 20 dias na unidade de distribuição mais próxima e depois volta ao local de emissão. A situação da entrega pode ser consultada no MG App.
Em São Paulo, a carta de serviço da primeira via no Poupatempo informa “Emissão gratuita da 1ª via da Carteira de Identidade Nacional (CIN)” e indica que é possível pedir o envio pelos Correios. A retirada padrão é no próprio posto, em até 26 dias úteis. Na carta de serviço da segunda via, o valor aparece detalhado: R$ 57,63 de emissão e R$ 9,09 de entrega, total de R$ 66,72, pagos por Pix ou cartão de débito. A página avisa que a emissão só ocorre depois do pagamento.
Nos outros estados, o envio pelo correio não é regra
A própria Polícia Civil mineira trata a entrega domiciliar como exceção no país. Em balanço divulgado em abril de 2025 pela Agência Minas, a chefe da corporação, Letícia Gamboge, afirmou: “Minas Gerais está entre os poucos estados em que o documento é enviado à residência dos cidadãos”. O mesmo texto informa que o estado tinha emitido 3 milhões de carteiras no novo modelo.
Em boa parte do Brasil, o aplicativo estadual serve para marcar horário, e a carteira é retirada no mesmo posto onde foi feita. Por isso, antes de contar com a entrega, vale abrir o portal do órgão de identificação do seu estado e procurar, na descrição do serviço, a opção de envio pelos Correios. Se ela não aparecer, a retirada é presencial.
A primeira via é gratuita, e o RG antigo segue valendo
A gratuidade da primeira emissão em papel está na Lei 7.116/1983, citada pelo governo federal na página da CIN. O modelo em cartão de policarbonato pode ter custo, conforme o estado. Já a segunda via, por perda, roubo ou atualização, segue a tabela de cada unidade da federação, o que explica a diferença de valor entre Minas e São Paulo.
Não há pressa para trocar. A página mineira lembra que o modelo anterior de carteira vale até 23 de fevereiro de 2032, desde que ainda permita identificar o portador. Uma foto muito antiga ou um documento danificado podem levar à recusa antes disso.
O que fazer para receber a nova identidade em casa
- abra o site ou aplicativo do órgão de identificação do seu estado e confira se a entrega pelos Correios aparece no serviço;
- agende o atendimento e, em Minas Gerais, aproveite o pré-cadastro on-line para adiantar dados e endereço;
- leve a certidão de nascimento ou de casamento original e o CPF, se já tiver;
- no atendimento, informe que quer receber em casa e confira o endereço com atenção;
- em São Paulo, pague a taxa de entrega quando ela for cobrada, para o processo não parar;
- depois da emissão, ative a versão digital no aplicativo gov.br.
Em casa, alguém precisa estar disponível para receber o envelope: em Minas, depois de três tentativas sem sucesso, o caminho é buscar o documento na unidade dos Correios dentro do prazo.
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Informações conferidas em 29 de outubro de 2026 nas fontes citadas.



