POLÍTICA

Alcolumbre barra avanço de CPMI do Banco Master no Congresso

Ao todo, cinco pedidos foram protocolados para investigar o caso

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 21/05/2026 às 17:59

Alterado em 21/05/2026 às 18:09

Davi Alcolumbre Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), descartou nesta quinta-feira (21) a instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master, apesar da pressão de parlamentares da oposição e também da base governista. Durante sessão conjunta, mais de dez congressistas apresentaram questões de ordem pedindo a leitura dos requerimentos ligados à comissão de investigação.

Alcolumbre afirmou que a definição da pauta é uma atribuição da presidência do Congresso e defendeu a continuidade da sessão voltada à análise de vetos presidenciais relacionados a repasses para municípios. O senador também chegou a pedir desculpas aos parlamentares durante o debate.

"Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender à demanda solicitada por mais 11 congressistas nesta sessão, em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação."

O deputado federal Lindibergh Farias (PT-RJ) também defendeu a instalação da CPI, e afirmou que Alcolumbre não conseguirá segurar a CPMI do Master. "Mas me permita dizer a Vossa Excelência uma coisa: Vossa Excelência não vai conseguir ficar sentado em cima dessa CPI."

Ao todo, cinco pedidos foram protocolados para investigar o caso Master: um da câmara, três do Senado e um misto. Também tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e de governistas para a abertura do colegiado, o que obrigaria o parlamento a abrir uma comissão.

Nos últimos meses, o caso ganhou novos desdobramentos com a operação da PF contra fraude bilionária, a transferência de Daniel Vorcaro para a carceragem da PF e a mudança na relatoria da investigação no STF.

Além disso, vieram à tona revelações sobre encontros de Flávio Bolsonaro com Vorcaro e a atuação de um perito suspeito de vazar dados da investigação, enquanto discussões sobre os efeitos políticos do escândalo seguem mobilizando o Congresso.

Em paralelo, casos como os investimentos de municípios paulistas no Banco Master e a rejeição da compra pelo BRB reforçam a pressão por apuração.

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