POLÍCIA

PF mira Jaques Wagner em nova fase da Compliance Zero

Polícia Federal também cumpre mandados nas empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, Brasília e São Paulo

Por POLÍTICA JB
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Publicado em 18/06/2026 às 07:59

Alterado em 18/06/2026 às 08:05

O presidente da Câmara, Hugo Motta: pedido de 'empréstimo' a Vorcaro 'para a cunhada' Agência Brasil

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero, com foco em suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e conexões políticas na Bahia. O principal alvo da ação é o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Busca e apreensão e medidas cautelares

Além de endereços ligados a Wagner, a PF cumpre mandados em empresas e residências do empresário Augusto Lima, na Bahia, em São Paulo e em Brasília. Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF André Mendonça, com medidas cautelares que incluem proibição de contato entre investigados, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico.

Lima é ex-sócio de Daniel Vorcaro e teria sido responsável por implementar, no governo da Bahia, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que depois foi levado ao Banco Master. O produto, conhecido como Credcesta, se tornou o principal ativo financeiro da instituição. A defesa de Lima ainda não se manifestou.

O papel de Augusto Lima e a suspeita sobre o esquema

A PF suspeita que Augusto Lima também tenha atuado na negociação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). O empresário é apontado como figura influente na Bahia, com trânsito entre representantes do PT e da oposição.

Em fases anteriores, a investigação já havia alcançado o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro. Agora, o foco se amplia para novas conexões entre empresários, banqueiros e lideranças políticas com acesso a operações financeiras relevantes.

Diálogos envolvendo Hugo Motta e empréstimo milionário

A PF também encontrou mensagens no celular de Daniel Vorcaro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nos diálogos, o parlamentar teria pedido a liberação de um empréstimo do Banco Master para uma empresa ligada à sua cunhada. A operação, segundo a apuração, soma ao menos R$ 22 milhões.

As informações foram reunidas em relatórios internos da PF e ainda passam por análise da equipe responsável pela Compliance Zero. Os investigadores querem saber se há indícios de crime e se existiu relação de contrapartida entre o empréstimo e uma emenda apresentada por Motta sobre créditos de carbono, medida que poderia beneficiar negócios ligados à família de Vorcaro.

As respostas de Hugo Motta e a apuração em andamento

Questionado pelo Estadão, Hugo Motta afirmou que a operação estava dentro da legalidade e que não havia irregularidade. Ele evitou confirmar se pediu a liberação do empréstimo, mas disse que a empresa está honrando os pagamentos das parcelas.

Segundo a PF, Vorcaro também custeou despesas de Motta e de Ciro Nogueira em uma viagem a Lisboa, incluindo hospedagem em hotel de alto padrão e jantar reservado. Os investigadores seguem avaliando o conjunto de provas para decidir se a apuração sobre o presidente da Câmara será aprofundada.

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INFORME JB

'Absolute cinema'

E a produtora do filme Dark Horse? Estão faltando quantos dias para a Polícia Federal pedir e o terrivelmente evangélico autorizar a operação?

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