MPF reforça pedido de condenação de Cabral, Adriana Ancelmo e mais três réus

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir à Justiça Federal, nas alegações finais protocoladas na noite desta segunda-feira (22), que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), a mulher dele, a advogada Adriana Ancelmo, e mais três réus sejam condenados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. 

Segundo os procuradores da força-tarefa na Operação Lava Jato, os crimes comandados por Sérgio Cabral tiveram "fim único de enriquecimento pessoal, ao tempo em que a população carioca foi deixada às mínguas"

O MPF justifica também o pedido de aumento da pena dos réus, ao afirmar que Cabral, Adriana, o ex-secretário de Governo Wilson Carlos, o sócio de Cabral Carlos Miranda e a esposa deste, Mônica Carvalho "se valeram do cargo do ex-governador para solicitar e receber vantagem indevida". Os procuradores também citam o esquema de corrupção a partir de contratos da Petrobras com o consórcio do Comperj, formado pela Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

“São bastante expressivas as quantias repassadas a título de pagamento de vantagens indevidas e posteriormente branqueadas, individual ou coletivamente consideradas, demarcando operações financeiras significativas e com consequente grave prejuízo aos cofres públicos”, argumentam os procuradores.

O Ministério Público pede a restituição à Petrobras de R$ 2,7 milhões, como "dano mínimo" que os crimes dos réus causaram à estatal. A Petrobras tem até quarta-feira (24), na qualidade de assistente de acusação, para complementar os pedidos da Lava Jato. Já a defesa dos réus tem até 5 de junho.

Sérgio Cabral está preso preventivamente desde novembro do ano passado. Já Adriana Ancelmo cumpre prisão domiciliar. O ex-governador já foi apontado pelo MPF como a principal causa crise financeira vivida atualmente pelo Estado do Rio.

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