Imprensa mundial repercute prisão de donos de empreiteiras

A imprensa internacional repercutiu neste sábado (20) a prisão dos donos das duas principais empreiteiras do país, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo foram presos nesta sexta-feira na 14ª fase da Operação Lava Jato.

O The Wall Street Journal diz que o escândalo de corrupção revelado pela Lava Jato fez com que a polícia e a Justiça brasileira emergissem como instituições independentes em uma nação "onde ricos e poderosos escaparam de punições por muito tempo". 

O periódico, assim como o New York Times e britânico Financial Times, chamou atenção para o nome desta fase da operação - Erga Omnes, "para todos" em latim. "O foi aparentemente uma mensagem de que o país está tentando acabar com sua autodenominada cultura de impunidade, em que ricos e poderosos quebram a lei sem medo de punição", diz o New York Times.

O francês Le Monde deu destaque para o fato de que foram presos os presidentes de "duas das maiores empresas de construção do país que trabalham nas obras de infraestrutura destinadas aos Jogos Olímpicos Rio 2016".

Já o argentino Clarín destacou os investimentos da Odebrecht na Argentina e outras ligações internacionais do suposto esquema.

Já o espanhol El País mencionou que "a suposta rede de corrupção na Petrobras operou desde 2002 e abarcou o mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT".

>> Moro bloqueia contas dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez

>> PF deflagra 14ª fase da Operação Lava Jato

>> Odebrecht diz que colabora com Lava Jato

>> Moro: prisão de dirigentes de construtoras foi remédio contra corrupção

>> Nova fase da Operação Lava Jato já tem dez presos

>> PF: Odebrecht e Andrade Gutierrez estão envolvidas em crimes além da Petrobras

>> Empreiteiras dizem que colaboram com a PF desde o início da Lava Jato

>> Lava Jato: presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são presos

>> Presos na 14ª fase da Lava Jato são levados para Curitiba