Num só ano, seis ministros caem após escândalos em Brasília

No primeiro ano de uma mulher no centro do poder no Brasil, as palavras de ordem em Brasília foram continuidade e faxina. Mesmo antes de completar um ano no poder, a presidente Dilma Rousseff (PT) viu sete ministros caírem, seis deles envolvidos em supostos esquemas de corrupção. 

A primeira baixa foi a do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. Substituído pela  senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Palocci deixou o cargo após ser alvo de uma série de denúncias sobre o rápido crescimento do seu patrimônio nos últimos quatro anos

Palocci foi apenas o primeiro da lista, que depois seria reforçada por Alfredo Nascimento (do Ministério dos Transportes, acusado de envolvimento num esquema de propina), Wagner Rossi (do Ministério da Agricultura, derrubado por conta de supostas irregularidades no na Companhia Nacional de Abastecimento), Pedro Novais (do Ministério do Tursimo, que teria usando verbas públicas para fins pessoais), Orlando Silva (do Ministério do Esporte, acusado de desivar dinheiro da pasta para o seu partido, o PC do B) e finalmente Carlos Lupi (do Ministério do Trabalho, acusado de tráfico de influência). 

Além deles, o ministro da Defesa Nelson Jobim também caiu, mas não por denúncias de corrupção, e sim por discordâncias com o governo. Antes de cair, Jobim disse que a ministra Gleisi Hoffmann era "fraquinha" e admitiu ter votado em José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais do ano passado.