Chefe da corrupção no esporte mundial, Blatter ainda tenta se explicar

Presidente da Fifa foi brindado com chuva de dinheiro durante coletiva

O chefe da corrupção no esporte mundial, Joseph Blatter, ainda tenta se explicar. Parece com alguns políticos brasileiros envolvidos em corrupção, que não se defendem, acusam, e ao acusarem, acusam o seu crime. É a mesma coisa de um ex-governador de São Paulo que fez história, não aquele que disse que rouba mas faz, mas aquele que sempre diz que o dinheiro não é dele. 

O JB escreveu, há quase cinco anos atrás, que a única solução para identificar o crime é a evolução patrimonial de um político. Dessa forma, não dá para esconder o seu suposto envolvimento em atos ilícitos. Essa iniciativa do Jornal do Brasil foi elogiada na época.

>> JB: ideia de analisar evolução patrimonial de candidatos é elogiada

Não custa lembrar que Joseph Blatter, há 30 anos, era um funcionário praticamente insignificante na Fifa, e hoje ostenta uma fortuna sobre a qual pairam muitas suspeitas. 

Sua trajetória jamais o levaria à presidência se escândalos não tivessem afastado João Havelange e Ricardo Teixeira. Havelange queria que Teixeira o sucedesse, mas o desfecho acabou sendo outro. O curioso é que todas as denúncias de corrupção feitas remetem a uma época em que Blatter já ocupava cargo de destaque na Fifa. Contudo, ele diz que nada sabia e que nada fez, como lembrou o artigo do Jornal do Brasil publicado em janeiro do ano passado.

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Manifestante atira notas de dinheiro em Joseph Blatter durante coletiva

Um manifestante interrompeu a entrevista do presidente da Fifa, Joseph Blatter, nesta segunda-feira (20), e atirou notas de dólares no dirigente. Irritado, Blatter interrompeu sua fala e se retirou, enquanto seguranças encaminhavam o homem para fora. Minutos depois ele voltou e chamou o manifestante de mal-educado.

O homem que atirou as notas de dinheiro seria o comediante inglês Simon Brodkin, que faz o personagem Lee Nelson.

Fifa marca eleições para fevereiro de 2016

O Comitê Executivo da Fifa decidiu marcar as novas eleições presidenciais para o dia 26 de fevereiro de 2016. O pleito marcará a saída do atual mandatário, Joseph Blatter, depois de 17 anos na presidência.

O Comitê debateu nesta segunda-feira (20/7) o processo de sucessão de Joseph Blatter, depois de 17 anos na presidência. 

>> Blatter confirma que não irá concorrer à presidência da Fifa

Esse é o primeiro encontro dos cartolas desde o dia 28 de maio, um dia após a prisão de sete altos dirigentes da entidade, incluindo o brasileiro José Maria Marin. Quem conduziu os trabalhos foi Domenico Scala, porta-voz da instituição, e representantes de confederações de todo o mundo participarão da reunião. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, anunciou que não viajou para a Suíça para participar da cúpula. Segundo a mídia brasileira, o atual mandatário da CBF também é investigado pelo FBI por suposta corrupção.

Até o momento, apenas o candidato derrotado no pleito do dia 29 de maio, o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al-Hussein, se manifestou de maneira oficial para a nova disputa. Outros ex-jogadores, como o brasileiro Zico ou o argentino Diego Maradona, já manifestaram intenção de entrar no embate.

Al-Hussein afirmou nesta segunda-feira que pediu a renúncia imediata de Blatter. "O futuro da Fifa está em jogo e precisamos desesperadamente de uma mudança significativa na raiz. Essa mudança deve começar com a saída imediata de Blatter. Não pode ser permitido para ele planificar a sua própria sucessão ou de gerir o processo eleitoral", disse o jordaniano.

Para o candidato, se o atual líder renunciasse imediatamente, a organização poderia ser "governada interinamente ou com alguém de fora da Fifa".

Além de debater o futuro da entidade sem Blatter, Scala apresentará propostas pela transparência. De acordo com fontes, entre as medidas, está a publicação dos salários dos dirigentes e a limitação na quantidade de vezes que alguém pode se reeleger. Os mandatos seriam de quatro anos e poderiam ser repetidos por três vezes consecutivas. Hoje, não há limite para as reeleições.

A reunião foi convocada após as investigações de corrupção que atingiram em cheio a cúpula da entidade. Tanto o FBI, a polícia norte-americana, como a Justiça suíça estão investigando casos paralelos de fraude, pagamento de propina e lavagem de dinheiro.

Na semana passada, o primeiro alto dirigente preso em Zurique foi extraditado para Nova York para responder por seus crimes.

Apesar de não ter a identidade revelada, a mídia internacional afirma que é o ex-presidente da Concacaf Jeffrey Webb.

Com informações da Agência Ansa