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Ueno Bank no Paraguai: impeachment de Peña - que está desaparecido - avança após intervenção

Banco central interveio na instituição por falta de solvência e indícios de irregularidades, enquanto o presidente tenta se defender

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 06/11/2026 às 07:06

Alterado em 06/11/2026 às 08:21

Santiago Peña ao anunciar sua renúncia - que não foi aceita Foto: reprodução de vídeo

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que vai apresentar sua defesa em respeito à Constituição e pediu que a população mantenha a calma diante da crise provocada pelo Ueno Bank. Em nota, ele disse que pretende responder às acusações com argumentos e provas, além de colaborar com as autoridades para esclarecer o caso.

Peña ressaltou que sua situação pessoal não deve impedir a apuração dos fatos nem a busca por soluções para os clientes afetados. Segundo ele, o esclarecimento das responsabilidades e o pagamento aos correntistas precisam avançar ao mesmo tempo, sem que um processo sirva de desculpa para adiar o outro.

Intervenção no Ueno Bank

A instituição foi alvo de intervenção do banco central paraguaio após a identificação de falta de recursos mínimos para solvência e indícios de irregularidades. O episódio deixou parte dos correntistas sem acesso ao dinheiro guardado no banco e ampliou a pressão sobre o governo.

Peña foi acionista do grupo controlador do Ueno até março de 2025. O Congresso ainda não aprovou sua renúncia, etapa necessária para que ela tenha validade, enquanto parlamentares também avançam com um processo de impeachment contra o presidente.

Impeachment e próximos passos

Se o impeachment for adiante, Peña pode perder o foro privilegiado. A imprensa local informou que o presidente teria até as 10h desta sexta-feira (6) para se defender do processo, e o porta-voz do governo afirmou que ele está em Assunção, sem revelar o local exato por motivo de segurança.

Na publicação, Peña reforçou que seu compromisso é com a verdade, com as instituições e com as famílias paraguaias. Ele concluiu pedindo paz e dizendo que, qualquer que seja o resultado, atuará com responsabilidade e respeito à Constituição.

Críticas sobre o paradeiro do presidente
Senadores críticos ao presidente questionam o paradeiro de Santiago Peña enquanto o Congresso decide se aceita a renúncia ou se abre formalmente o impeachment. Parlamentares fazem comparações políticas e cobram explicações sobre a permanência do chefe do Executivo no país.

Segundo o presidente do Senado, o Executivo não comunicou ao Legislativo qualquer saída do presidente do país. Mais tarde, um porta-voz da Presidência confirmou que Peña estava em Assunção, mas não divulgou detalhes adicionais por questões de segurança. (reportagem ampliada com informações da Folhapress)

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