MUNDO

Crise no Paraguai: Santiago Peña renuncia após colapso do banco Ueno

Presidente paraguaio deixa o cargo em meio à maior crise institucional do país nos últimos anos

Por JB INTERNACIONAL
[email protected]

Publicado em 05/11/2026 às 15:11

Alterado em 05/11/2026 às 15:11

Santiago Peña Foto: Epa/Ansa

Santiago Peña anunciou sua renúncia à Presidência do Paraguai em um momento de forte desgaste político e institucional. Em mensagem publicada nas redes sociais, ele afirmou que tomou a decisão para preservar as instituições e a paz social, além de pedir desculpas à população pela crise bancária que abalou o país.

O presidente já enfrentava isolamento político e estava a um passo de sofrer impeachment. A pressão aumentou depois que seu próprio partido passou a apoiar a moção de destituição apresentada pela oposição, que acusava Peña de desempenho inadequado no exercício do cargo.

Colapso do banco Ueno agrava o cenário

A crise se aprofundou após a quebra do banco Ueno, uma das principais instituições financeiras do Paraguai. O Banco Central do Paraguai decretou intervenção e iniciou o processo de liquidação extrajudicial, depois que o banco paralisou seus sistemas digitais e deixou de exibir os saldos dos correntistas.

O impacto foi amplo porque a instituição administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos e também operava a folha do Instituto de Previsión Social, responsável pelos fundos de pensão e pela cobertura de saúde dos trabalhadores. O caso gerou pânico entre clientes e provocou protestos nas ruas contra o congelamento de ativos.

Pressão política e efeitos no sistema financeiro

A oposição passou a acusar Peña de conflito de interesses, desvio de fundos de pensão e acobertamento institucional do banco central. As denúncias aumentaram a mobilização de setores da sociedade civil e reforçaram o pedido de renúncia imediata do presidente, que acabou deixando o cargo em meio à maior crise dos últimos anos no país.

Como desdobramento imediato, o presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, também entregou sua renúncia. Em nota, a autoridade monetária afirmou que o colapso do Ueno é um caso isolado e sustentou que o restante do sistema financeiro segue sólido. (com informações da agência Ansa)

Deixe seu comentário