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Trump destaca 'vitória' republicana em Guam nas eleições de meio de mandato

Presidente comemorou desempenho do partido em território ultramarino, mas a apuração local ainda não foi concluída oficialmente

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 03/11/2026 às 20:20

Alterado em 03/11/2026 às 20:21

Trump: destacando resultados ainda não oficiais Foto: Ansa/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nas redes sociais o que chamou de vitória expressiva dos republicanos em Guam, território ultramarino tradicionalmente alinhado aos democratas. Ele citou o desempenho local como um possível sinal positivo para seu partido nas eleições de meio de mandato. No entanto, os resultados na ilha ainda não foram oficializados.

A reação ocorreu no mesmo dia em que milhões de americanos foram às urnas para decidir uma disputa considerada decisiva para o futuro do Congresso e para o comando de governos estaduais e locais. No Senado, a correlação de forças pode mudar a capacidade de articulação do próximo governo e influenciar a aprovação de indicações presidenciais para cargos estratégicos.

Apuração pode levar semanas em estados decisivos

Embora alguns estados concluam a contagem poucas horas após o fechamento das urnas, outros devem demorar muito mais para definir seus vencedores. Em locais como o Alasca, votos enviados pelo correio podem ser recebidos até 15 dias depois da eleição, o que costuma prolongar a apuração oficial por semanas.

Especialistas ouvidos por veículos como The Wall Street Journal e The New York Times avaliam que, se essas contagens forem decisivas para a composição das maiorias na Câmara ou no Senado, o controle do Congresso pode ficar indefinido até a conclusão total dos votos.

Sete estados concentram a batalha pelo Senado

A disputa pelo Senado dos Estados Unidos está concentrada em sete estados considerados estratégicos: Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas. Os republicanos atualmente ocupam 53 das 100 cadeiras, enquanto os democratas têm 47. Para recuperar a maioria, a oposição precisa ganhar pelo menos quatro assentos.

No Alasca, Dan Sullivan tenta a reeleição diante de Mary Peltola e de outro candidato homônimo. Em Iowa, a saída de Joni Ernst abriu espaço para a disputa entre Ashley Hinson e Josh Turek. No Kansas, Roger Marshall enfrenta um desafio maior do que o esperado, e os democratas tentam romper uma longa tradição de derrotas no estado.

No Maine, a republicana Susan Collins tenta conquistar seu sexto mandato, agora em uma disputa mais apertada. Já em Michigan, a campanha ganhou projeção nacional com Abdul El-Sayed e Mike Rogers, além do envolvimento direto de lideranças como Donald Trump e Barack Obama. Em Ohio, Sherrod Brown aparece com vantagem nas pesquisas, mas enfrenta uma corrida de alto custo. No Texas, James Talarico tenta encerrar um jejum democrata que dura desde 1994 diante de Ken Paxton.

Campanhas caras e disputa nacionalizada

Os gastos reforçam o peso da eleição. Em Ohio, por exemplo, republicanos e democratas já investiram centenas de milhões de dólares na disputa. Em vários desses estados, a corrida passou a envolver pautas nacionais, como segurança pública, imigração, economia e identidade religiosa, ampliando a polarização.

O resultado final pode afetar diretamente o equilíbrio político do próximo governo e a capacidade de aprovação de nomes para cargos-chave, incluindo ministros da Suprema Corte. Por isso, a apuração segue sob forte atenção de partidos, eleitores e analistas em todo o país.

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