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Mais de 55 milhões já votaram nas eleições de meio de mandato nos EUA

Votação antecipada cresce e pode redefinir o equilíbrio de forças no Congresso americano

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 02/11/2026 às 16:55

Alterado em 02/11/2026 às 16:55

Cartaz pede que americanos votem nas eleições de meio de mandato nos EUA Foto: Ansa

Mais de 55,59 milhões de americanos já votaram nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, de acordo com dados compilados pela NBC. O total é cerca de 10 milhões maior do que o registrado no pleito de 2022, sinalizando uma participação antecipada acima do esperado.

Desse total, aproximadamente 31,5 milhões de eleitores votaram presencialmente e outros 24,1 milhões optaram pelo envio do voto pelos correios. A votação principal está marcada para terça-feira (3), quando os americanos irão às urnas para definir 435 deputados da Câmara dos Representantes e 35 senadores.

Trump tenta segurar maioria republicana

Com receio de perder o controle do Congresso, o presidente Donald Trump intensificou comícios em estados estratégicos, como Iowa e Kansas. Em sua reta final de campanha, ele deve discursar em Washington, no Memorial Lincoln, nesta segunda-feira (2).

Durante o fim de semana, Trump afirmou que vencerá, em meio ao desgaste provocado pela inflação alta e pelas tensões internacionais relacionadas à guerra no Irã. A aposta do republicano é mobilizar a base eleitoral para evitar uma derrota que enfraqueça sua posição política.

Democratas podem ampliar influência no Congresso

No campo democrata, candidatos ao Senado também cumprem agenda de campanha em estados decisivos. James Talarico deve discursar no Texas, enquanto Adam Hamilton fará comício no Kansas na disputa por uma das 35 cadeiras em jogo.

Pesquisas indicam vantagem dos democratas para conquistar a Câmara dos Representantes, atualmente controlada pelos republicanos, e chances reais de vitória também no Senado. Se esse cenário se confirmar, o partido poderá ganhar poder sobre o orçamento federal e liderar comitês com capacidade de investigar possíveis irregularidades no governo Trump.

Entre os temas que podem entrar no radar estão supostos casos de corrupção, além de assuntos polêmicos relacionados a Jeffrey Epstein e outras frentes de apuração. O resultado do voto pode, portanto, alterar de forma significativa a correlação de forças em Washington.

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