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Trump sanciona nova lei de sanções contra a Rússia

Medida endurece a pressão econômica sobre Moscou e amplia o alcance das punições

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 19/09/2026 às 15:46

Alterado em 19/09/2026 às 15:46

Putin e Trump: relações conturbadas Foto: Sputnik / Sergei Bobylev

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou na última sexta-feira uma lei que amplia as sanções contra a Rússia e reforça a pressão de Washington sobre o governo de Vladimir Putin devido à guerra na Ucrânia. A medida foi aprovada pelo Congresso com amplo apoio bipartidário e tem como foco setores estratégicos da economia russa.

Além de energia e defesa, a legislação prevê punições a autoridades de alto escalão, bancos e à chamada frota fantasma, usada para manter as exportações russas de petróleo mesmo diante das restrições internacionais. O objetivo declarado pelos apoiadores é enfraquecer a capacidade financeira de Moscou para sustentar o conflito iniciado em 2022.

Tarifas podem atingir grandes compradores de energia

Um dos pontos mais sensíveis da nova lei é a autorização para que o governo americano imponha tarifas de até 100% sobre os cinco maiores importadores de petróleo ou gás natural russos. Na prática, a medida pode afetar países que ainda mantêm relações comerciais relevantes com Moscou, como China e Índia.

O texto prevê uma exceção para países que importem menos de 15% de suas necessidades de gás natural da Rússia e que tenham adotado medidas consideradas significativas para reduzir essas compras. Mesmo assim, a possibilidade de sobretaxas amplia o alcance da nova ofensiva econômica dos EUA.

Apoio político e reações internacionais

A proposta vinha sendo articulada havia mais de um ano e foi defendida pelo senador republicano Lindsey Graham, morto recentemente, e pelo democrata Richard Blumenthal. No Senado, a votação terminou em 86 a 11; na Câmara dos Representantes, a aprovação veio por 262 a 159, refletindo o forte consenso contra Moscou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, celebrou a sanção da lei e agradeceu a Trump pela decisão. Já alguns democratas demonstraram preocupação com o uso dos novos poderes tarifários, alertando que eles poderiam atingir também a União Europeia e outros parceiros comerciais dos Estados Unidos.

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