MUNDO
Itália mantém controles de fronteira e rejeita ultimato da Espanha
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 07/08/2026 às 17:02
Alterado em 07/08/2026 às 17:02
Pedro Sánchez e Giorgia Meloni durante encontro em Roma Foto: Ansa
O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou nesta sexta-feira que não aceitará “ultimatos” da Espanha sobre sua política de segurança nacional. A decisão italiana veio após Madri exigir a revogação dos controles de fronteira reintroduzidos depois da crise migratória em Ceuta.
Em comunicado, o Palácio Chigi informou que a suspensão do Acordo de Schengen permanecerá em vigor pelo menos até 15 de agosto. Só nessa data a situação será reavaliada, segundo a nota, que condiciona qualquer mudança à eliminação completa dos riscos de segurança e terrorismo apontados por Roma.
Crise migratória em Ceuta motivou a medida
O governo italiano afirma que espera uma nova onda migratória em Ceuta no dia 15 de agosto, o que justificaria a manutenção dos controles. A medida foi reintroduzida em 1º de agosto, após a entrada em massa de 72 mil migrantes provenientes do Marrocos no enclave espanhol, no norte da África.
Como Itália e Espanha não fazem fronteira terrestre, as verificações de passaporte valem apenas para viagens aéreas e marítimas. Roma sustenta que pretende evitar a chegada ao território italiano de deslocados internacionais que passaram por Ceuta, ainda que a cidade não faça parte do Espaço Schengen.
Madri critica decisão e ameaça resposta
O governo de Pedro Sánchez classificou a medida como inédita, unilateral e adotada sem aviso prévio. Em sua resposta, Madri alegou que os migrantes que entraram irregularmente em Ceuta não poderiam circular livremente pelo Schengen e disse que quase todos já retornaram ao Marrocos.
A Espanha também criticou as políticas migratórias da Itália e afirmou que, se Roma não recuar até 9 de agosto, poderá adotar medidas proporcionais para proteger os interesses e a dignidade de seus cidadãos. Apesar do impasse, a gestão Meloni afirmou que continuará garantindo o máximo de acessibilidade a espanhóis e demais europeus, que não são afetados pela restrição. (com informações a Ansa)