No Result
View All Result
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Jornal do Brasil

Desde 1891

Assine
  • Mundo
  • Brasil
  • Rio
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Bem Viver
  • Ciência
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Leilões e Editais
  • Mundo
  • Brasil
  • Rio
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Bem Viver
  • Ciência
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Leilões e Editais
Jornal do Brasil
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Bem-estar

Afta que dói até para comer: o que alivia em casa e o prazo que mostra quando a ferida na boca precisa de dentista

by Joao Victor
01/11/2026
in Bem-estar
[email protected]

Publicado em 01/11/2026 às 18:00

Mulher examina afta no lábio em espelho de mão ao lado de prato de almoço e suco de laranja

Mulher examina afta no lábio em espelho de mão ao lado de prato de almoço e suco de laranja. Imagem gerada por IA.

Alterado em 01/11/2026 às 18:00

Mulher examina afta no lábio em espelho de mão ao lado de prato de almoço e suco de laranja. Imagem gerada por IA.

A garfada de arroz com tomate arde, o suco de laranja vira castigo e a língua não para de procurar aquela bolinha branca com borda vermelha no canto da bochecha. Na maior parte das vezes, a afta some sozinha em 10 a 14 dias, segundo o Ministério da Saúde, e dá para aliviar a dor com cuidados simples em casa. O ponto de atenção é o prazo: pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), ferida na boca ou nos lábios que não cicatriza por mais de 15 dias precisa ser examinada por dentista ou médico.

A afta costuma sarar sozinha, sem deixar cicatriz

A página de dicas da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS MS) descreve as aftas como lesões abertas, esbranquiçadas, com bordas vermelhas e dolorosas, que aparecem com frequência na língua, na parte de dentro dos lábios e nas bochechas. Sem tratamento nenhum, elas desaparecem cerca de 10 a 14 dias depois de surgir e não deixam marca.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, em sua página sobre aftas, fala em um prazo um pouco menor, de 7 a 10 dias na maioria dos casos, e lembra que o padrão mais comum é a afta voltar de tempos em tempos. O serviço de saúde pública do Reino Unido, o NHS, resume na mesma linha: a maioria das úlceras na boca melhora em uma ou duas semanas.

Mãos preparam bochecho de água morna com sal na pia ao lado de escova macia e calendário anotado
Mãos preparam bochecho de água morna com sal na pia ao lado de escova macia e calendário anotado. Imagem gerada por IA.

A causa exata ainda não é conhecida. O Ministério da Saúde cita como possíveis gatilhos comidas muito condimentadas, frutas cítricas e ácidas, estresse, mudanças hormonais, machucados na boca e predisposição genética. O NHS acrescenta outros comuns no dia a dia:

  • morder a bochecha sem querer;
  • dentadura ou aparelho mal ajustado, obturação áspera ou dente quebrado com ponta;
  • queimadura com comida quente ou corte com alimento duro;
  • escovação forte demais;
  • cansaço, estresse e ansiedade;
  • falta de ferro, zinco, ácido fólico e vitaminas do complexo B e D.

Bochecho, comida mole e menos acidez ajudam a passar a fase de dor

Não existe remédio caseiro que faça a afta sumir de um dia para o outro, mas alguns cuidados reduzem a ardência enquanto ela cicatriza. O Ministério da Saúde recomenda higiene bucal adequada, alimentação menos ácida, sucos naturais que não sejam cítricos e enxaguantes bucais sem álcool.

O NHS sugere um bochecho com água morna e sal: meia colher de chá de sal dissolvida em um copo de água morna, bochechar e cuspir, quantas vezes a pessoa quiser. A mesma página lista o que costuma ajudar e o que costuma piorar:

  • Ajuda: escova de cerdas macias, bebidas frias tomadas com canudo, comidas mais moles e consultas regulares ao dentista.
  • Piora: comida muito apimentada, salgada ou ácida; alimentos duros e crocantes, como torrada e salgadinho de pacote; bebidas muito quentes ou ácidas, como suco de fruta; e creme dental com lauril sulfato de sódio.

Pomadas e analgésicos podem aliviar a dor, mas o Ministério da Saúde orienta que sejam indicados pelo dentista. A secretaria goiana menciona ainda o enxaguante antisséptico para diminuir a irritação.

Ferida que passa de 15 dias precisa ser vista por um profissional

O prazo que separa a afta comum de um caso que merece exame aparece na página do Inca sobre câncer de boca. O primeiro sinal da lista são feridas ou úlceras na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias. O instituto também cita manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, na gengiva, no céu da boca ou na bochecha, caroços nos lábios, na boca ou no pescoço e rouquidão que não passa.

O próprio Inca ressalta que esses sinais podem ter outras causas, e por isso a avaliação é tão importante: só o exame diz o que é. O risco é maior em fumantes, em quem bebe álcool (principalmente junto com o cigarro), em pessoas acima de 50 anos e em quem trabalha muito exposto ao sol sem proteção, no caso do lábio.

O NHS usa um prazo mais longo, de três semanas, para procurar médico ou dentista, mas lista outros motivos para não esperar tanto:

  • afta diferente das que a pessoa costuma ter, maior ou perto do fundo da garganta;
  • sangramento, ou ferida que fica mais dolorida e mais vermelha, sinais de possível infecção;
  • feridas também em outras partes do corpo, como pele ou região genital;
  • articulações doloridas, vermelhas ou inchadas junto com as aftas.

O Ministério da Saúde chama atenção para outro detalhe: é importante diferenciar a afta da lesão provocada pelo herpes, que tem tratamento diferente.

Aftas que voltam sempre também merecem investigação

Ter uma afta de vez em quando é comum. Quando elas aparecem várias ao mesmo tempo ou voltam com muita frequência, o NHS lembra que podem estar ligadas a outras condições, como doença celíaca, doença de Crohn, líquen plano oral, doença mão-pé-boca ou imunidade baixa. Alguns remédios também entram na lista de gatilhos, entre eles certos anti-inflamatórios e betabloqueadores.

Nesses casos, vale anotar quando cada afta surgiu, quanto tempo durou e o que mudou na rotina naquela semana (estresse, um alimento novo, um remédio recente, troca de creme dental). Essas anotações ajudam o dentista ou o médico a procurar a causa. No SUS, a porta de entrada é a unidade básica de saúde, onde há atendimento de saúde bucal.

Na fase de dor, o caminho mais seguro é cuidar da higiene com escova macia, trocar o que arde por comida morna e mole, fazer o bochecho de água com sal e marcar no calendário o dia em que a ferida apareceu. Passados 15 dias sem melhora, ou diante de qualquer sinal fora do comum, a orientação é procurar um dentista ou médico para uma avaliação individual.

Leia também: Plano de saúde marca consulta para daqui a um mês e o paciente aceita sem saber que existe prazo máximo de 7 dias úteis; Candidato do Enem 2026 precisa conferir um documento antes de 8 de novembro: o cartão que mostra o local de prova.

Informações conferidas em 29 de outubro de 2026 nas fontes citadas.

Tags: aftacâncer de bocadentistasaúde bucal
ShareTweetPin

Outras notícias

Copo de água com limão e canudo ao lado de close de dente com borda desgastada marcada com círculo vermelho

Copo de água com limão ao acordar: para que serve, o que ele não faz pelo corpo e o cuidado que os dentistas pedem

Por Joao Victor
31/10/2026
0

A bebida hidrata e traz um pouco de vitamina C, mas não emagrece nem desintoxica; o ácido do limão pede atenção com o esmalte dos dentes

Mão despeja colher de bicarbonato em bacia de água morna com os pés de uma mulher dentro

Lavar os pés com bicarbonato e água morna: para que serve o truque contra o chulé e quando ele pode ressecar a pele

Por Joao Victor
30/10/2026
0

Estudo de laboratório mostra ação do bicarbonato contra fungos, mas a pele é ácida e a orientação dermatológica para o chulé passa por secar e arejar os pés.

Homem confere pedido de exame de PSA.

Novembro Azul: por que o Ministério da Saúde e os urologistas discordam sobre o exame de próstata em homem sem sintomas

Por Joao Victor
29/10/2026
0

Nota do Ministério e do INCA desaconselha exame de rotina sem queixa; urologistas indicam avaliação a partir dos 50 anos, ou dos 45 nos grupos de risco.

Jornal do Brasil

Nos siga nas redes sociais!

  • Politica de Privacidade
  • Termos de Serviço
  • Politica de Cookies

©2025 www.jb.com.br.
Todos os direitos reservados
Desenvolvido por InterMedia LLC

  • Rio
  • Brasil
  • Mundo
  • informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Internacional
  • Contato
  • Esportes
  • Saúde
  • Ciência e Tecnologia
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Economia
  • Empresa e Negócios
  • Mundo
  • Brasil
    • Informe JB
    • Meio Ambiente
    • Política
    • Educação
    • Justiça
    • São Paulo
    • Direitos Humanos
    • Especiais
    • Opinião
    • Registro
    • Ação Social
    • Má Notícia
  • Rio
    • Niterói
    • Caderno Niterói
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
    • Imóveis
    • Automóveis
    • Criptomoedas
    • Empresas e Novos Negócios
    • Informe Econômico
    • Leilões e Editais
  • Esportes
    • Extracampo
    • Nas Quadras
  • Bem Viver
    • Beleza
    • Casa
    • Gastronomia
    • Luxo
    • Mente Sã
    • Moda
    • Saúde
    • Turismo
  • Ciência
    • Internet
  • Caderno B
    • Gente
    • Televisão
    • Cinema
    • Roteiro Cultural
    • Caio Bucker
    • Programa
  • Colunistas
    • Coisas da Política
    • O Outro Lado da Moeda
    • Tom Leão
    • A Sua Saúde
    • Música em Pauta
    • Dicas do Aquiles
    • Charles Cosac
    • Todos os Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Fake e Fatos