No Result
View All Result
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Jornal do Brasil

Desde 1891

Assine
  • Mundo
  • Brasil
  • Rio
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Bem Viver
  • Ciência
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Leilões e Editais
  • Mundo
  • Brasil
  • Rio
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Bem Viver
  • Ciência
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Leilões e Editais
Jornal do Brasil
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Notícias

Horário de verão não volta em 2026: governo conclui que não vai mudar o relógio neste verão

Relatório do governo de 31 de agosto conclui que estudos do ONS não indicam a medida; relógios seguem sem mudança no fim de ano.

by Joao Victor
[email protected]

Publicado em 05/10/2026 às 10:49

Relógio de parede analógico numa sala ao entardecer, ao lado de uma janela com o céu de verão

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Alterado em 05/10/2026 às 10:49

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O Ministério de Minas e Energia (MME) mantém o horário de verão suspenso e não prevê adiantar os relógios no verão de 2026/2027. A posição consta do relatório de monitoramento da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, datado de 31 de agosto de 2026, e foi repetida pela pasta em nota à imprensa no dia 21 de setembro.

A avaliação do governo para 2026/2027 foi concluída sem recomendar a volta

O tema entrou oficialmente na pauta do setor elétrico em fevereiro. Na 315ª reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em 11 de fevereiro de 2026, foi aprovada a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, cuja ação 10 tinha um objetivo direto: avaliar a implantação do horário de verão. O documento previa que, “após mudanças na composição da matriz elétrica brasileira, novos estudos serão realizados pelo ONS” para medir a pertinência da medida em 2026/2027.

A resposta veio no relatório do segundo trimestre, que marca a ação como concluída. O texto diz que “os recentes estudos prospectivos realizados pelo ONS, e discutidos no âmbito do CMSE, não indicam a pertinência de implementação do Horário de Verão em 2026/2027”. O mesmo documento afirma que o ministério “não considera o Horário de Verão como medida estrutural para atendimento a requisitos de potência do sistema elétrico”.

Em nota enviada ao Terra na segunda-feira, 21 de setembro, o MME repetiu a conclusão: os estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avaliados no CMSE “não indicam a pertinência da adoção da medida para o próximo período seco e de pico de carga”. Em comunicado ao Band.com.br, publicado no dia seguinte, a pasta confirmou que não há previsão de implementação para o período.

O que continua valendo para quem mora nos estados que mudavam o relógio

Na prática, nada muda no dia a dia: os relógios seguem no horário oficial de cada fuso durante todo o fim de ano e o verão. Quem viaja, agenda compromissos ou depende de horário de voos e transmissões não precisa fazer ajuste.

Torres de transmissão de energia em área seca, com um reservatório de hidrelétrica de nível baixo ao fundo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.
  • Situação atual: horário de verão encerrado desde 2019, sem previsão de volta em 2026/2027.
  • Norma em vigor: Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019, cujo artigo 1º diz: “Fica encerrada a hora de verão no território nacional.”
  • Como era a regra antiga: começava à 0h do primeiro domingo de novembro e terminava à 0h do terceiro domingo de fevereiro, com adiamento quando coincidia com o Carnaval.
  • Onde valia: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Para o horário voltar, seria preciso um novo decreto presidencial instituindo a hora de verão, como era feito antes de 2019. Até a data desta publicação, nenhum ato do tipo foi editado.

Por que o horário de verão deixou de compensar para o setor elétrico

A explicação oficial está na página de perguntas frequentes do MME. Segundo o ministério, estudos feitos em 2019 mostraram que a medida “havia deixado de produzir os benefícios esperados de economia de energia e redução de demanda”. A mudança nos hábitos de consumo, com mais uso de equipamentos para enfrentar calor e iluminação, deslocou o maior consumo do dia para a tarde, e não mais para o início da noite.

O decreto de 2019, assinado em uma quinta-feira, revogou 25 decretos anteriores que haviam instituído a hora de verão desde a década de 1990. A prática tinha estreado no país em 3 de outubro de 1931, pelo Decreto nº 20.466, no governo de Getúlio Vargas.

A mesma página do MME lembra que o adiantamento dos relógios funciona melhor longe da Linha do Equador, onde a diferença de luz entre verão e inverno é maior. Por isso os estados do Norte e do Nordeste ficavam de fora da lista em que a medida era aplicada.

A volta depende da segurança do abastecimento de energia

O governo não fecha a porta. Na resposta oficial sobre a possibilidade de retorno, o MME diz que o setor elétrico passa por mudanças ligadas à transição energética e às mudanças climáticas e que, no âmbito do CMSE, “continuará avaliando periodicamente a adoção dessa política pública, com vistas a garantir a segurança e a confiabilidade do suprimento eletroenergético no País”.

Ou seja, o critério é técnico: a medida só volta a ser considerada se os estudos indicarem que ela ajuda a atender o consumo no período seco e nos horários de pico. Foi o que aconteceu em 2024, durante uma seca severa. Na época, o CMSE chegou a recomendar o retorno, como noticiou a Exame em setembro de 2024, mas o ministro Alexandre Silveira descartou a medida em 16 de outubro daquele ano, citando a melhora dos reservatórios. “Chegamos à conclusão de que não há necessidade de decretação do horário de verão para este período, para este verão”, disse ele, segundo a Agência Brasil.

O acompanhamento segue em 2026. Na 322ª reunião, em 5 de agosto, o CMSE incluiu na agenda uma ação específica para o El Niño, voltada a garantir o abastecimento de energia diante da previsão de intensificação do fenômeno no segundo semestre, segundo o relatório de 31 de agosto. O mesmo documento, porém, mantém a conclusão de que o horário de verão não é pertinente para 2026/2027.

O que observar nos próximos meses

Para quem quer acompanhar o assunto, os sinais oficiais são dois: as publicações do MME sobre a agenda do setor elétrico e as reuniões mensais do CMSE, que avaliam a situação dos reservatórios e da demanda. Qualquer mudança exigiria um decreto publicado no Diário Oficial da União, com data de início definida.

Enquanto isso não acontece, a orientação é simples: os relógios continuam como estão em todo o país.

Informações conferidas em 2 de outubro de 2026 nas fontes citadas.

Tags: CMSEenergia elétricahorário de verãohorário de verão 2026Ministério de Minas e EnergiaONSsetor elétrico

Outras notícias

Chaves de apartamento sobre um contrato de aluguel numa mesa de madeira

Dono do imóvel não pode trocar a fechadura nem tirar o inquilino sem ordem do juiz, diz a Lei do Inquilinato

Por Joao Victor
05.10.2026
0

Artigo 5º da Lei 8.245/1991 exige ação de despejo para retomar imóvel alugado; trocar fechadura ou tirar móveis sem ordem judicial é ilegal.

Pote de vidro com moedas de real e uma calculadora sobre a mesa da cozinha

Orçamento prevê salário mínimo de R$ 1.741 em 2027: quando o novo valor começa a valer e quem recebe o reajuste

Por Joao Victor
05.10.2026
0

Projeto de Orçamento enviado ao Congresso estima alta de R$ 120 sobre os R$ 1.621 atuais; valor final sai por decreto depois do INPC de novembro

Corredor de prédio residencial com uma mala de viagem ao lado da porta de um apartamento

Proprietária fica proibida de receber hóspedes do Airbnb em Uberlândia depois que o condomínio foi à Justiça

Por Joao Victor
05.10.2026
0

Tribunal mineiro manteve ordem contra hospedagens via Airbnb; STJ exige dois terços para liberar a curta estadia e vai fixar tese nacional

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal do Brasil

Nos siga nas redes sociais!

  • Politica de Privacidade
  • Termos de Serviço
  • Politica de Cookies

©2025 www.jb.com.br.
Todos os direitos reservados
Desenvolvido por InterMedia LLC

  • Rio
  • Brasil
  • Mundo
  • informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Internacional
  • Contato
  • Esportes
  • Saúde
  • Ciência e Tecnologia
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Economia
  • Empresa e Negócios
  • Mundo
  • Brasil
    • Informe JB
    • Meio Ambiente
    • Política
    • Educação
    • Justiça
    • São Paulo
    • Direitos Humanos
    • Especiais
    • Opinião
    • Registro
    • Ação Social
    • Má Notícia
  • Rio
    • Niterói
    • Caderno Niterói
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
    • Imóveis
    • Automóveis
    • Criptomoedas
    • Empresas e Novos Negócios
    • Informe Econômico
    • Leilões e Editais
  • Esportes
    • Extracampo
    • Nas Quadras
  • Bem Viver
    • Beleza
    • Casa
    • Gastronomia
    • Luxo
    • Mente Sã
    • Moda
    • Saúde
    • Turismo
  • Ciência
    • Internet
  • Caderno B
    • Gente
    • Televisão
    • Cinema
    • Roteiro Cultural
    • Caio Bucker
    • Programa
  • Colunistas
    • Coisas da Política
    • O Outro Lado da Moeda
    • Tom Leão
    • A Sua Saúde
    • Música em Pauta
    • Dicas do Aquiles
    • Charles Cosac
    • Todos os Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Fake e Fatos