Corpo de Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira

O corpo do jornalista Carlos Heitor Cony deve ser cremado na terça-feira (9), no Memorial do Carmo, de acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL), respeitando o desejo do escritor. Cony morreu na noite de sexta-feira (5), aos 91 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos após dez dias de internação. 

A ABL informou que, como a morte ocorreu em um fim de semana, procedimentos jurídicos e administrativos terão que ser resolvidos nesta segunda-feira (8). Após a cremação, as cinzas devem ser lançadas em um local que remete à infância do imortal da Academia.

Também a pedido do jornalista, o corpo não foi velado na sede da ABL. A amiga e também jornalista Rosa Canha disse que Cony desejava uma cerimônia íntima. "Ele não queria velório, não queria missas nem nenhum tipo de homenagens. Ele pediu muito que fosse uma cerimônia apenas para a família."

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Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926. Durante sua carreira, colaborou com alguns dos principais jornais do país e venceu por três vezes o Prêmio Jabuti, com os livros Quase MemóriaA Casa do Poeta Trágico e Romance Sem Palavras. Ele também conquistou o Prêmio Machado de Assis, em 1996. O jornalista e escritor foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em março de 2000. 

Cony começou a carreira de jornalista em 1952 no Jornal do Brasil. Entre 1958 e 1960, colaborou no "Suplemento Dominical" do JB com contos, ensaios e traduções. Cony passou por diversos jornais como Correio da Manhã e Folha de S. Paulo e pela revista Manchete.

Da Agência Brasil