POLÍTICA
Flávio visita Jair Bolsonaro e muda posição sobre a PEC da 6x1
Por POLÍTICA JB
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Publicado em 13/10/2026 às 11:18
Alterado em 13/10/2026 às 15:59
Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro Foto: Folhapress / Mateus Bonomi / Agif
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (13) a primeira visita ao pai, Jair Bolsonaro, depois do fim das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro aconteceu na residência do ex-presidente, em Brasília, e durou cerca de 30 minutos.
Antes da visita, Flávio disse estar ansioso após mais de três meses sem ver o pai. Ele classificou a proibição anterior como uma medida sem critério e afirmou que a restrição buscava separar o líder político do filho que disputa a presidência.
Restrição foi encerrada pelo STF
Em julho, Moraes havia proibido as visitas depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta enviada por Jair Bolsonaro, o que foi entendido como descumprimento da proibição ao ex-presidente de se manifestar publicamente, direta ou indiretamente. A medida vigorou por 90 dias e terminou no domingo (11).
No dia seguinte, o ministro autorizou a retomada das visitas entre pai e filho, abrindo caminho para o encontro desta terça-feira. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
Flávio muda posição sobre a escala 6x1
Depois da visita, Flávio Bolsonaro afirmou que vai votar a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, proposta que será apreciada no Senado nesta quarta-feira (14). Segundo ele, a maioria dos trabalhadores deseja o fim desse modelo, o que justificaria seu apoio à mudança.
Apesar da nova posição, o senador fez ressalvas. Ele disse que os empresários estão sufocados e que o governo terá de bancar uma compensação, já que a redução da jornada pode exigir novas contratações. Na avaliação dele, existe risco de aumento da informalidade.
Debate no Senado ocorre em clima eleitoral
Até então, Flávio era contrário à PEC e defendia um projeto baseado no pagamento das horas trabalhadas por hora. A mudança de postura acontece às vésperas do segundo turno eleitoral e em meio à disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com Jair Bolsonaro inelegível até 2030, o filho mais velho do clã bolsonarista tenta ampliar sua presença política e reforçar sua candidatura. A votação da PEC deve movimentar o Senado e reacender o debate entre trabalhadores, empresários e governo sobre jornada e custo da mudança.