JUSTIÇA

Moraes suspende visita de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias

Ministro do STF também pediu apuração sobre possível propaganda antecipada após carta lida pelo senador em transmissão ao vivo

Por JB JURÍDICO
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Publicado em 13/07/2026 às 15:15

Alterado em 13/07/2026 às 15:53

O ministro Alexandre de Moraes Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira, 13, suspender por 90 dias o direito de visita do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao pai, Jair Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar. A medida foi tomada após a divulgação de uma carta lida por Flávio em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Além da suspensão das visitas, Moraes determinou o envio do caso ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, para que apure se a conduta pode configurar propaganda antecipada em favor de Flávio Bolsonaro. O ministro também estabeleceu prazo de 48 horas para que a defesa do ex-presidente explique se ele tinha conhecimento de que o documento seria exibido na live.

A carta lida por Flávio

Na transmissão feita no sábado, 11, Flávio Bolsonaro mostrou uma declaração escrita à mão pelo pai. No texto, Jair Bolsonaro afirma que os apoiadores devem deixar as diferenças de lado e chama o filho de “meu porta-voz em quem confio”. A mensagem foi apresentada como “carta aos brasileiros”, numa referência ao título usado por Lula na campanha de 2002.

Segundo o conteúdo divulgado, o ex-presidente pede união em torno do pré-candidato Flávio Bolsonaro. A manifestação ganhou repercussão imediata por ocorrer em um contexto de possível uso político da imagem e da fala de Jair Bolsonaro, tema que agora será analisado pela Justiça Eleitoral.

Impacto político e familiar

A divulgação da carta ocorreu após um racha entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O episódio adiciona tensão ao núcleo familiar e ao ambiente político em torno da pré-candidatura do senador, que passa a ser alvo de investigação sobre a forma como a mensagem foi usada publicamente.

Com a decisão do STF, o caso passa a envolver não apenas a relação entre pai e filho, mas também possíveis consequências eleitorais. A apuração deverá esclarecer se houve estratégia de campanha antecipada e se a live com a carta configurou benefício político indevido para Flávio Bolsonaro. (com informações da Agência Estado)

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