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Caiado, que chamou Flávio Bolsonaro de 'ladrão' no 1ºturno, anuncia apoio ao senador na reta final
Por POLÍTICA KB
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Publicado em 06/10/2026 às 19:23
Alterado em 06/10/2026 às 19:45
Ronaldo Caiado Agência Brasil
O ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta terça-feira (6) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições. PP e União Brasil também tomaram o lado do senador.
Caiado, durante o anúncio, afirmou que está se juntando ao senador "para garantir que o Estado brasileiro não se curve ao crime e à bandalheira".
"Vocês conhecem o Caiado. Eu vou estar ajudando o Brasil. Eu estou aqui para fazer o que manda a minha coerência na vida, que é poder derrotar o PT", enfatizou o ex-governador em Goiânia, ao lado de Flávio e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A decisão representa uma mudança em relação à postura adotada por Caiado durante boa parte da campanha. Ele fez críticas públicas a Flávio, chamando-o de "mentiroso" e "ladrão", afirmando que o senador "não tem compromisso com a verdade".
Caiado terminou o primeiro turno na quinta colocação, com cerca de 2,6 milhões de votos (2,18%). Ele ficou atrás de Flávio Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Já PP e União Brasil, que formam uma federação, haviam adotado neutralidade no primeiro turno, mas declararam apoio ao candidato do PL no segundo turno.
A decisão foi tomada após reunião com lideranças internas de ambos os partidos, incluindo os presidentes nacionais Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil). De acordo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder da sigla no Senado, a decisão foi unânime.
A federação União Progressista já havia anunciado, em setembro do ano passado, um desembarque do governo Lula. A decisão amplia a estrutura política de Flávio, mas não altera o tempo de propaganda eleitoral.
Eduardo Leite sinaliza neutralidade
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), indicou que não deverá apoiar nenhum presidenciável no segundo turno das eleições.
"Primeiro preciso discutir isso com o partido. Mas me inclino por não me manifestar", disse, em entrevista à Folha de S. Paulo.
Raquel Lyra (PSD-PE), reeleita governadora de Pernambuco, é outra que dá sinais de neutralidade e não deve apoiar nenhum candidato no segundo turno.