POLÍTICA
Datafolha mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro na reta final
Por POLÍTICA JB
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Publicado em 01/10/2026 às 19:31
Alterado em 01/10/2026 às 19:31
Presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert
A nova pesquisa Datafolha, realizada entre segunda-feira (28) e esta quinta-feira (1º), mostra Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. No cenário de primeiro turno, o presidente tem 45% dos votos válidos, contra 40% do senador fluminense. Em votos totais, a diferença é de 42% a 38%.
No segundo turno, o levantamento aponta empate técnico: Lula aparece com 48% dos votos totais, enquanto Flávio soma 45%. Em comparação com a rodada anterior, o petista oscilou para cima, assim como seu principal adversário, em um cenário que segue apertado às vésperas da votação de domingo (4).
Desempenho dos demais candidatos
Na sequência dos votos válidos do primeiro turno, aparecem Augusto Cury (Avante), com 4%, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registram 1% cada. O instituto trabalha com votos válidos para simular a apuração oficial da Justiça Eleitoral, excluindo brancos, nulos e indecisos.
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa superar 50% dos votos válidos mais um. Já no segundo turno, o que importa é o total de votos, em um cenário que ainda pode sofrer alterações por abstenção ou mudanças de última hora. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo e ouviu 2.506 eleitores.
Temas que movimentaram a disputa
A pesquisa também reflete o impacto de dois episódios recentes da campanha. Lula editou uma medida provisória proibindo bets no país, em meio a críticas ao avanço das apostas online, tema visto como sensível sobretudo entre eleitores de baixa renda e mulheres das áreas urbanas. Em maio, o próprio Datafolha mostrou que a maior parte da população enxerga as apostas como vício ou perda de dinheiro.
Outro elemento de tensão foi a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, impulsionada por uma fake news sobre Flávio Bolsonaro e pela repercussão nas redes sociais. O episódio reabriu atritos com setores religiosos e acrescentou pressão à campanha do senador, que também foi atingido por reportagem sobre mensagens atribuídas a um ex-sócio. Até o momento, ele não comentou o caso. (reportagem ampliada com informações da Folhapress)