POLÍCIA
Cláudio Castro aparece em lista atribuída a Adilsinho, diz PF
Por JB POLÍCIA
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Publicado em 02/07/2026 às 16:42
Alterado em 02/07/2026 às 16:43
Claudio Castro Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro aparece em uma lista atribuída ao bicheiro Adilsinho, encontrada pela Polícia Federal na 5ª fase da Operação Unha e Carne. O documento, segundo investigadores, reúne registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade paralela ligada à lavagem de dinheiro.
Na lista, consta uma suposta doação de R$ 3,2 milhões para Castro, que disputou a reeleição em 2022. A presença do nome do ex-governador ocorre em meio a apurações sobre possíveis vínculos entre integrantes do jogo do bicho e agentes políticos fluminenses.
O que diz a Operação Unha e Carne
A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (2) e tem como objetivo aprofundar a investigação sobre esquemas de lavagem de dinheiro articulados pela cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da ADPF das Favelas, que cobra apuração de conexões entre grupos criminosos e agentes públicos.
Entre os alvos desta fase estão o pastor e empresário Márcio Poncio, preso preventivamente, além de Adilsinho e do ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já estavam encarcerados por etapas anteriores da investigação. Também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.
Nome na lista, mas sem alvo direto
Apesar de citado no documento, Cláudio Castro não é alvo direto desta fase da operação. Fontes ouvidas pelos investigadores indicam que outras pessoas também aparecem na lista, mas seguem fora do foco imediato da PF enquanto os dados são aprofundados.
Até a publicação do texto, o ex-governador não havia se pronunciado sobre a citação. A PF continua analisando os registros apreendidos e ainda avalia a extensão dos supostos repasses a agentes políticos fluminenses.
Desdobramentos da investigação
Esta etapa da operação tem como base planilhas apreendidas na Operação Fumus, de 2021, que já apontavam pagamentos indevidos e mesadas para ao menos 20 políticos do estado. Em fases anteriores, a Unha e Carne também investigou vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, o escândalo da Ceperj e fraudes em contratações na Secretaria Estadual de Educação.
Com novos documentos e alvos, a PF tenta reconstruir o fluxo financeiro que teria ligado contraventores a figuras do poder público no Rio de Janeiro. Os próximos passos dependem da análise do material apreendido e da confirmação dos supostos repasses mencionados nas planilhas.