JUSTIÇA
Dark Horse tem impacto igual ao caso Moraes e sigilo deve cair, diz membro do STF
Por JB JURÍDICO
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Publicado em 05/09/2026 às 07:01
Alterado em 05/09/2026 às 09:00
Candidatura de Flavio Bolsonaro pode sofrer um baque, caso sigilo do inquérito seja aberto Foto: Agência Brasil
No Supremo Tribunal Federal, a leitura de um integrante da Corte é de que a decisão de André Mendonça de retirar o sigilo do processo da Polícia Federal teve caráter político. O movimento ocorreu a pouco mais de um mês da eleição e ampliou a tensão interna sobre o Caso Master e seus desdobramentos.
Esse entendimento levou à defesa de que também seja aberto o inquérito sobre o caso Dark Horse. As apurações tentam esclarecer se houve irregularidades no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro e se os recursos repassados por Daniel Vorcaro foram de fato usados integralmente na produção.
O que apura o caso Dark Horse
Uma das suspeitas em análise é a de que parte do dinheiro possa ter sido destinada ao deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Nessa quinta-feira (3), a Procuradoria-Geral da República fechou acordo de delação premiada com Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, empresário ligado à Entre Investimentos e Participações.
Segundo a investigação, essa empresa teria sido usada para viabilizar repasses do banqueiro para o filme. A expectativa entre investigadores é de que a colaboração ajude a rastrear a origem e o destino dos valores movimentados no caso.

Memes que circulam nas redes sociais usam o caso Flavio Bolsonaro-Daniel Vorcaro para fazer troça ilustrando cartazes de séries e filmes conhecidos Foto: reprodução
Movimento de Mendonça e reação de Fachin
Como relator do Caso Master, Mendonça pediu que as informações envolvendo Alexandre de Moraes sejam examinadas pelos demais ministros em sessão pública, transparente e presencial do plenário. A data ainda será definida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que prometeu anunciar medidas cabíveis e necessárias após a revelação das mensagens.
Fachin tem conversado reservadamente com outros ministros para medir o impacto institucional da crise. Até o momento, não há reunião geral marcada para tratar do assunto, embora o clima siga de expectativa dentro da Corte.
Ambiente de tensão e possível desfecho
O precedente de uma reunião sigilosa em fevereiro, relacionada a relatórios da PF envolvendo Dias Toffoli, ainda pesa sobre o tribunal. Na ocasião, os vazamentos alimentaram críticas públicas e desconfiança interna, e Toffoli acabou deixando a relatoria do Caso Master, que passou para Mendonça.
Nos bastidores, ministros avaliam que novos fatos podem surgir nos próximos dias, seja por vazamentos ou pela abertura de novos processos. Hoje, não há sinal de renúncia de Alexandre de Moraes, e a formação de votos indica divisão relevante na Corte, com Cármen Lúcia como possível fiel da balança. (com informações da Agência Estado)