INFORME JB
Prefeitos bolsonaristas tentam melar votação e resultado da eleição presidencial está sub judice
Por INFORME JB
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Publicado em 25/10/2026 às 18:00
Alterado em 25/10/2026 às 18:55
Boa reputação da urna eletrônica permanece de pé Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
Executivos municipais paulistano e baiano, Ricardo Nunes e ACM Neto respectivamente, são acusados de diminuir transporte público para impedir fluxo de eleitores. Mau tampo também contribui. PT e PL pedem prorrogação do prazo. Kássio demora a decidir e Zanin, provocado pelo PT e sorteado para resolver, toma dianteira. Não há previsão de prazo para resolução do mérito
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prorrogação por duas horas do horário de votação do segundo turno das eleições em todo o país. Com isso, as seções eleitorais ficaram autorizadas a receber votos até as 19h neste domingo, após pedidos apresentados por partidos e campanhas que relataram problemas em diferentes regiões.
Na decisão, Zanin destacou a gravidade dos fatos levados ao conhecimento do STF e pediu cumprimento imediato pelo Tribunal Superior Eleitoral. A medida ocorreu em meio a questionamentos sobre o funcionamento do transporte público e as condições de deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Pedidos citaram transporte e clima adverso
O PT e a coligação que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitaram a ampliação do prazo de votação após denúncias de redução da frota de ônibus em estados como São Paulo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro e Pará. Lula afirmou que houve retirada de veículos de circulação em várias cidades, o que teria dificultado a ida dos eleitores às urnas.
Já a campanha do senador Flávio Bolsonaro pediu a extensão do horário em cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, citando fortes chuvas, ruas alagadas e risco para o deslocamento dos eleitores. Os advogados argumentaram que a segurança do voto deveria prevalecer diante das condições climáticas adversas.
Apuração foi afetada e tribunais regionais se manifestaram
A decisão de Zanin chegou ao TSE após o horário original de encerramento da votação, o que levou ao fechamento de muitas seções eleitorais no país. A apuração chegou a ser iniciada no site do TSE, mas foi interrompida após a determinação do ministro.
Tribunais regionais, como os do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal, informaram que não seria possível reabrir urnas já encerradas. Em novo ofício, Zanin orientou que apenas as seções ainda abertas deveriam seguir o novo horário, enquanto eventuais consequências jurídicas seriam analisadas posteriormente.