Em 2019, durante o governo de Jair Messias Bolsonaro, o horário de verão foi encerrado. Porém, é normal que todo ano haja a mesma dúvida sobre sua volta ou não, principalmente com a mudança de presidente no Brasil, que desde 2023 é administrado por Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da alteração no comando do país, a prática não voltou mais a ser adotada. Inclusive, em 2025, o governo federal informou que em 2026 não haveria horário de verão.
A decisão, no entanto, não é para sempre. Isso porque a dinâmica do setor energético nacional segue em constante evolução, impulsionada pela agenda climática e pela transição para novas fontes.
Nesse cenário, o Ministério de Minas e Energia, por meio do CMSE, manterá o horário de verão sob análise recorrente. O objetivo é utilizar essa medida como uma ferramenta estratégica para reforçar a estabilidade e a segurança do fornecimento de eletricidade em todo o território brasileiro.
O que é o horário de verão?
O horário de verão é uma prática na qual a pessoa adianta o relógio em uma hora, a partir da meia-noite do primeiro domingo de novembro até a meia-noite do terceiro domingo de fevereiro.
Essa política pública era adotada para reduzir o consumo de energia elétrica, pois, dessa forma, amanhecia uma hora mais tarde e anoitecia uma hora depois, proporcionando luz solar até as 19h.
Por que a prática foi encerrada?
Com o passar dos anos, os especialistas notaram que o horário de verão não estava mais surtindo efeito devido a mudanças no comportamento de consumo da energia no país e à utilização de novas tecnologias.
Acontece que a população passou a adotar o uso mais severo de sistemas de ar-condicionado e refrigeração à tarde; o pico de demanda migrou da noite para as 15h. Essa mudança invalidou a estratégia anterior, pois já não atendia ao novo horário de maior consumo.





