Memória da Chacina da Candelária: sobreviventes e entidades protestam no Centro

No dia 23 de julho de 1993, há exatos 22 anos, cerca de 50 crianças e adolescentes que dormiam ao redor da Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro, sofreram um atentado por um grupo de policiais militares que atiraram várias vezes contra os menores. Oito morreram. O crime ficou conhecido mundialmente como chacina da Candelária. Nesta quinta-feira (23/7), familiares dos mortos, sobreviventes e entidades de Direitos Humanos participam de uma marcha pelo Centro do Rio em memória da tragédia e em protesto à PEC da redução da maioridade penal, aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados. 

No dia 4 de julho, o Jornal do Brasil publicou uma reportagem com dois sobreviventes da chacina - Adilson Dias e Claudete Costa - que criticaram e ressaltaram as consequências da aprovação do projeto da maioridade penal. Adilson classificou a PEC como "o maior genocídio que este país já viveu". Já Claudete, considerou que o projeto deve "render bilhões nos bolsos daqueles que estão empenhados".

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A programação em lembrança à chacina tive início às 10 horas desta quinta (23), com a celebração de uma missa na Igreja da Candelária. Em seguida, o grupo de cerca de 500 pessoas seguiram pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia, na caminhada "Em Defesa da Vida". Por volta das 13 horas, está marcado um ato público na Cinelândia. 

O ministro da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Pepe Vargas, participa de uma audiência pública sobre justiça reparadora e jovens vítimas da violência, às 15h, no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, também no Centro.

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