Coronel Erir da Costa Filho é o novo comandante-geral da PM do Rio

O novo comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi escolhido na tarde desta quinta-feira. O coronel Erir Ribeiro Costa Filho ocupará o cargo máximo da corporação, e terá como subcomandante administrativa a coronel Kátia Néri Nunes Boaventura, e como subcomadante operacional o coronel Alberto Pinheiro Neto. A decisão foi tomada em reunião com a cúpula da Secretaria de Segurança, e anunciada pelo secretário José Mariano Beltrame.

Costa filho, que comandava o Centro de Comando e Controle da Secretaria de Segurança, ganhou notoriedade em 2003, quando foi exonerado após acusar o deputado estadual Chiquinho da Mangueira de pedir uma trégua no combate ao tráfico de drogas na comunidade da Zona Norte.

Durante a coletiva foram anunciadas modificações na Corregedoria  Geral da PM, órgão responsável por investigar desvios da tropa. Sem dar detalhes, o novo comandante-geral da PM afirmou que reforçará ao aparelho de controle.

"A corregedoria tem que ser pró-ativa, ou seja, se antecipar aos problemas", destacou Erir, que ressaltou que é obrigação de qualquer policial militar não tolerar a corrupção.

O enriquecimento ilícito de policiais militares também será combatida, afirmou o novo comandante da PM. 

"A PM já nos conhece (se referindo a ele, e aos subcomandantes Kátia Néri Nunes Boaventura e Alberto Pinheiro Neto) e sabe a postura de cada um. Nossa presença já representa mudança. Quem me conhece sabe como é minha postura"

Desde o início da manhã o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, esteve reunido a portas fechadas com a cúpula da Secretaria no Centro da cidade, para decidir quem assumiria o cargo deixado pelo coronel Mário Sérgio Duarte. Ele pediu exoneração nesta quarta-feira, após assumir a responsabilidade pela escolha do tenente-coronel Cláudio Oliveira – suspeito de ser o mandante da morte da juíza Patrícia Acioli – para assumir o comando do 22º BPM (Maré). Há cerca de um mês, o tenente-coronel deixou o 7° BPM (São Gonçalo) e foi nomeado comandante do Batalhão da Maré.

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A crise na Polícia Militar

Beltrame aceitou o pedido de exoneração do coronel Mário Sérgio Duarte, que deixou o cargo alegando ser o responsável pela escolha de comandantes, chefes e diretores da corporação e, portanto, a autoridade sobre a qual pesa a nomeação do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, indiciado pela execução da juíza Patrícia Acioli no dia 11 de agosto. Logo depois da exoneração de Cláudio Luiz, Beltrame chegou a afirmar que o coronel Mário Sérgio ainda gozava de sua confiança. 

Em seu pedido de demissão, Duarte diz que assumiu uma "nobre missão" na Polícia Militar "comprometido com a honra" e que agora deixa o cargo "norteando tal decisão neste mesmo imperativo de valor". A escolha de Cláudio Luiz, diz Duarte, "não pode ser atribuída a nenhuma pessoa a não ser a mim".

O agora ex-comandante exaltou a política de segurança levada a cabo por Beltrame. "O Estado, sua população, cada pessoa que por aqui transita em busca de paz e bem, devem continuar confiando nesta Política Pública que privilegia a vida, descontrói o ódio e reacende esperanças". De acordo com nota divulgada nesta noite pela secretaria, Beltrame "lamentou a saída" de Duarte, mas esclareceu que "tem por política conceder autonomia às chefias das polícias para que, em nome da eficiência, possam buscar as melhores medidas administrativas e técnicas para ajudar na implementação da política de segurança".

Duarte se encontra em licença médica e, de acordo com a nota da secretaria, "reconheceu o equívoco e, ciente do desgaste institucional decorrente de sua escolha, pediu, voluntariamente e em caráter irrevogável, para deixar o comando da PM". A secretaria informou que o nome do novo comandante-geral será divulgado "o mais breve possível".