Dona de parque no Rio pode ser indiciada por homicídio doloso

O Glória Center, parque de diversões onde uma jovem morreu na madrugada de domingo, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, é alvo de outras investigações relativas a acidente ocorridos no local. A delegada da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), Adriana Belém, afirmou nesta segunda-feira que, por causa dos novos indícios, a dona do estabelecimento, Maria Glória Pinto, pode ser indiciada por homicídio doloso - quando há intenção de matar.

Em 2006, houve um acidente quando o parque funcionava no bairro da Abolição, zona norte, em que um jovem morreu. Na ocasião, a dona do parque foi acusada de homicídio culposo - sem intenção de matar. Em 2008, surgiu outra acusação, esta de lesão corporal, por causa de duas crianças feridas também em brinquedos do parque.

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Por volta das 2h30 de domingo, um dos carrinhos do brinquedo "Tufão" se desprendeu enquanto girava no ar e atingiu Alessandra da Silva Aguilar, 17 anos, que estava na fila da bilheteria e morreu na hora. Outras oito pessoas ficaram feridas.

Engenheiro investigado

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ) vai investigar o engenheiro mecânico responsável pela liberação do funcionamento do parque, que foi identificado como Luiz Soares Santiago. De acordo com o engenheiro do Crea-RJ Jaques Sherique, outros carrinhos do "Tufão" - estavam prestes a se soltar e provocar novos acidentes.

"Outros brinquedos funcionavam com diversas improvisações. O parque tem 'gatos' e problemas nas instalações elétricas. Queremos saber por que o engenheiro permitiu o funcionamento do parque", afirmou ao RJTV nesta segunda-feira.

Segundo Sherique, a Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea-RJ está investigando o caso e haverá uma reunião do conselho no fim da tarde desta segunda-feira. "O local, evidentemente, não tinha condições de funcionar", afirmou.