O agravamento da crise política nos últimos dias fez com que o ex-presidente Lula convocasse uma reunião para a tarde desta quinta-feira (10), em São Paulo. O objetivo seria avaliar o cenário e traçar estratégias.
Especula-se que uma nova fase da Operação Lava Jato estaria para ser deflagrada, tendo mais uma vez Lula como alvo. Nos últimas dias, cresceu a corrente que defende que o ex-presidente assuma um ministério no governo Dilma Rousseff. A medida teria o objetivo de melhorar o poder de negociações do governo e dar foro privilegiado a Lula, na iminência da expedição de um mandado de prisão. Contudo, o ex-presidente não tem se mostrado inclinado a aceitar a proposta.
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, participa da reunião, assim como lideranças do PT e sindicais. Segundo o Instituto Lula, organizador do encontro, o evento é para debater a política econômica com lideranças sindicais e políticas. De acordo com a organização, o evento é fechado. O ministro chegou ao local pouco depois das 14h, já Lula chegou depois, por volta das 14h30.
Também estão presentes o senador Humberto Costa, os deputados Afonso Florence, Wadih Damous, Arlindo Chinaglia, além dos presidentes do PT nacional, Rui Falcão; estadual, Emídio de Souza; e municipal, Paulo Fiorilo. Participam ainda Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, e Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo.
Entre os sindicalistas presentes estão Rafael Marques, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.
Na quarta-feira (9), o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Lula por por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A defesa do presidente e o Instituto Lula reagiram, afirmando que o objetivo da denúncia seria "macular" a imagem do ex-presidente.
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Paralelamente, parlamentares do PMDB e do PSDB articulam medidas a serem tomadas com possíveis mudanças no governo. Negociações nas últimas semanas aceleraram o movimento que defende a mudança no regime político no país. Informações dão conta de que, até o fim deste ano, o Brasil passará do presidencialismo para o parlamentarismo. A mudança é defendida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.
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Renan Calheiros se reuniu na manhã de quarta-feira com Lula, e jantou com senadores tucanos. Com parlamentares do PSDB, os temas foram o impeachment e a possível cassação da eleição de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral.