Lula encontra Dilma e diz que Haddad vai contornar situação de São Paulo

Enquanto a cidade de São Paulo pega fogo com manifestantes tentando invadir e depredando a sede da Prefeitura, a presidente Dilma Rousseff encontra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, o ex-presidente declarou apoio à onda de protestos que toma conta do país desde a semana passada.

Em nota publicada em seu perfil na rede social Facebook, Lula disparou: “Ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil, porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas”, declarou.

Com foco maior no ocorrido em São Paulo, Lula defendeu a negociação entre o governo e os manifestantes, que reclamam do aumento no preço da passagem de ônibus. O ex-presidente demonstrou confiança no trabalho do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que foi ministro da Educação durante seu governo. “Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano”, completou.

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No início da tarde desta terça-feira (18), a presidente Dilma Rousseff deixou a base aérea de Brasília para se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo.  Segundo interlocutores próximos à presidente, a conversa com Lula faz parte de uma agenda de encontros regulares quinzenais.  

As manifestações que reuniram cerca de 250 mil pessoas em várias cidades do país na segunda-feira (17) deverá ser um dos itens em pauta.

As manifestações, que começaram semana passada e tiveram como motivo inicial o aumento das passagens de ônibus, se espalharam por todo o país e já ganham outros contornos, com manifestantes criticando os gastos com obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a proposta de retirar do Ministério Público o poder de polícia, aumento do custo de vida, entre outros temas.