Dilma inaugura primeira fase de polo de construção de submarinos da Marinha

A presidente Dilma Rousseeff inaugurou, na manhã desta sexta-feira (1), o primeiro passo para que o Brasil consiga construir seus próprios submarinos: a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), em Itaguaí, na Baixada Fluminense. A fábrica faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha.

A Ufem faz parte de um complexo da Marinha, com custo estimado de R$ 7,8 bilhões, que ainda engloba um estaleiro e uma base naval na região. Nele serão construídos os quatro novos submarinos brasileiros, um deles de propulsão nuclear. Além da presidente, também estiveram presentes autoridades como o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e os ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp.

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Em seu discurso, Dilma exaltou os benefícios de um projeto tão audacioso. Para ela, o desenvolvimento dos submarinos brasileiros tem consequências positivas para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do país, além de garantir a plena soberania: "O Brasil é capaz. O Brasil pode e faz. Tem totais condições de cumprir sua dupla missão: o desenvolvimento de nossa tecnologia e defesa e a geração de emprego e renda", exaltou.

A presidente elogiou o fato de boa parte da mão de obra usada na construção do complexo ser da própria cidade, com muitos trabalhadores sendo capacitados para o trabalho durante o projeto: "Para uma nação ser desenvolvida, seu povo tem que ser desenvolvido", pregou.

O ministro Celso Amorim destacou a nova concepção de defesa empreendida na última década. Para ele, o país está no caminho de garantir efetivamente sua soberania, deixando de depender de compra de armamentos de grande porte do exterior:

"O Brasil entendeu que defesa não é delegável. Um país que quer se afirmar no mundo tem que cuidar de sua própria defesa", definiu. Dilma e Amorim por diversas vezes se comprometeram a conseguir uma efetiva transferência de tecnologia. Na construção do submarino, o Brasil trabalha em cooperação com a França. O ministro defendeu o constante investimento na indústria de defesa, que, segundo ele, "rende bons negócios, vide a venda dos aviões supertucanos para os Estados Unidos".