MUNDO
Democratas criticam vistos e defendem deportação de Flávio Bolsonaro dos EUA
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 29/10/2026 às 15:52
Alterado em 29/10/2026 às 15:52
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado ao Partido Democrata, criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares. Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou a medida ao tratamento dado pelos EUA a pessoas que buscam proteção por causa de conflitos no Sudão e no Haiti.
Na manifestação, os democratas afirmaram que não há asilo para quem foge da guerra no Sudão ou da crise no Haiti, mas que o governo teria aberto espaço para Bolsonaro. A postagem também sugeriu favorecimento político ao citar o ex-presidente Donald Trump e a postura de autoridades americanas diante do caso.
Reações de parlamentares democratas
Além do comitê, outros políticos democratas repercutiram a chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. O candidato ao Congresso pelo Texas Isaiah Martin defendeu que o senador e integrantes de sua família sejam deportados caso os democratas voltem a ter poder para adotar essa medida.
Martin chamou os Bolsonaro de “criminosos ilegais” e disse que os contribuintes americanos não deveriam arcar com despesas relacionadas à família e a viagens no país. Já o deputado Joaquin Castro afirmou que perder uma eleição não é motivo para pedir asilo e cobrou explicações do governo americano ao Congresso.
Críticas ao governo americano e ao pedido de asilo
Castro também questionou eventual atuação do governo Trump para ajudar Flávio a deixar o Brasil em desacordo com a legislação brasileira. Na publicação, ele mencionou ainda investigações no país sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As críticas ganharam força após a circulação da informação de que o senador teria ido aos Estados Unidos após decisão judicial que o impediu de sair do Brasil. O episódio ampliou o debate político entre democratas e aliados de Bolsonaro sobre os critérios usados pelo governo americano para conceder vistos e eventual proteção migratória.
Investigações citadas no Brasil
O texto também relaciona Flávio Bolsonaro a apurações no Supremo Tribunal Federal. Entre elas, está o chamado “caso Willer”, envolvendo suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao amigo e advogado Willer Tomaz, além de inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Bolsonaro, com participação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a narrativa divulgada pelos críticos, o conjunto das investigações reforça a pressão para que o governo americano esclareça o motivo da concessão de vistos ao senador e a familiares. Até o momento, a decisão segue sendo alvo de contestação pública de parlamentares democratas nos Estados Unidos.