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Pentágono escolhe Elon Musk para projeto sobre o futuro da guerra
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 01/10/2026 às 16:35
Alterado em 01/10/2026 às 16:35
Elon Musk Foto: Reuters/David Swanson
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, informou que Elon Musk vai coliderar uma nova iniciativa do Pentágono voltada ao estudo do futuro da guerra. O projeto, chamado Project Meridian, será conduzido em parceria com outros nomes influentes do setor privado e da política, com foco em cenários militares de próxima geração.
Musk volta a se aproximar da administração de Donald Trump após ter participado do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), no início do segundo mandato do republicano. Agora, ele atuará ao lado de Palmer Luckey, CEO da Anduril, e de Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos EUA.
Novas tecnologias e combate em territórios inéditos
Segundo o Departamento de Defesa, a proposta vai examinar como as Forças Armadas dos EUA podem empregar novas tecnologias e conduzir operações em ambientes ainda inexplorados. Entre os cenários mencionados está até mesmo a Lua, o que amplia o debate para além dos campos de batalha tradicionais.
Hegseth afirmou que avanços em inteligência artificial, autonomia, energia direcionada, robótica e biotecnologia podem alterar profundamente a natureza da guerra. Para ele, esses novos domínios exigem preparação antecipada para que os Estados Unidos mantenham vantagem estratégica diante de possíveis ameaças futuras.
Prazo curto e foco estratégico para os EUA
O chefe do Pentágono destacou que o país precisa se antecipar a futuros ambientes operacionais para preservar sua dominância global. Os primeiros resultados do estudo devem ser apresentados em até três meses, prazo que indica a pressão por respostas rápidas sobre a adaptação militar a esse novo cenário tecnológico.
A criação do Project Meridian reforça a aposta do governo americano em integrar inovação tecnológica e estratégia de defesa. A iniciativa também sinaliza uma expansão do debate sobre guerra para domínios ainda não convencionais, com impacto potencial sobre o planejamento militar dos próximos anos.