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Trump usa discurso na ONU para endurecer tom sobre América Latina

Presidente dos EUA citou Venezuela, Cuba, cartéis e Groenlândia ao defender uma postura mais agressiva de Washington no exterior

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 22/09/2026 às 15:58

Alterado em 22/09/2026 às 16:35

Donald Trump discursando na ONU Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em seu discurso na Assembleia Geral da ONU que o país está disposto a usar seu “poderio militar incomparável” para defender interesses americanos na América Latina e no Caribe. Segundo ele, Washington não permitirá que ameaças ganhem força no hemisfério ocidental e seguirá agindo contra adversários considerados estratégicos.

Trump citou a operação realizada pelos Estados Unidos na Venezuela em janeiro, que resultou na prisão e na transferência de Nicolás Maduro para o território norte-americano. Ele também vinculou a política energética venezuelana aos interesses dos EUA e afirmou que, em situações como essa, “os espólios pertencem aos vitoriosos”.

Venezuela, Cuba e cartéis no centro da fala

Ao tratar de Cuba, o republicano chamou o país de “Estado falido” e disse que o regime comunista vai cair. Trump afirmou ainda que o secretário de Estado, Marco Rubio, participa de negociações com o governo cubano e reforçou que Washington não aceitará “um porto seguro para o terror” próximo ao território americano.

Na sequência, o presidente voltou a associar cartéis ao risco à segurança dos EUA e apontou o México como o epicentro da violência ligada a essas organizações. Ele disse que os cartéis são “o Estado Islâmico do hemisfério ocidental” e lembrou que, desde o início de seu mandato, autorizou operações das Forças Armadas americanas contra grupos classificados como terroristas estrangeiros.

Groenlândia, Ucrânia e críticas ao TPI

Além da América Latina, Trump comentou a guerra entre Rússia e Ucrânia e disse acreditar que um acordo de paz ocorrerá antes do que muitos imaginam. Segundo ele, tanto Kiev quanto Moscou já estariam exaustos com o conflito.

O presidente também anunciou planos para ampliar a presença militar dos Estados Unidos na Groenlândia, com a instalação de duas bases consideradas estratégicas. No mesmo discurso, pediu que países deixem o Tribunal Penal Internacional, que classificou como ilegal e fora de controle, alegando que a corte não tem jurisdição sobre os EUA.

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