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JUSTIÇA MANDA TRUMP PAGAR 5,8 MILHÕES DE DÓLARES POR ESTUPRO DE COMISSÁRIA DE BORDO DENTRO DE LOJA. ELE NEGA TER COMETIDO O CRIME
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 08/07/2026 às 16:45
Alterado em 08/07/2026 às 16:45
A escritora E. Jean Carroll deixa o 2º Tribunal de Apelações dos EUA Foto: Reuters/Adam Gray
Um juiz federal dos Estados Unidos autorizou nesta quarta-feira (8) o pagamento de quase US$ 5,8 milhões a E. Jean Carroll, em cumprimento a um veredito civil de 2023 no qual um júri considerou Donald Trump responsável por abuso sexual e difamação. A decisão foi tomada pelo juiz distrital Lewis Kaplan, em Manhattan.
Decisão libera valor retido em custódia
O montante estava depositado em custódia enquanto Trump recorria da sentença. Com a recusa da Suprema Corte dos EUA, em 29 de junho, de assumir o caso, o juiz determinou a liberação do dinheiro, que corresponde ao valor original de US$ 5 milhões acrescido de juros. Nenhum dos nove ministros apresentou dissidência.
Na petição apresentada na terça-feira (7), os advogados de Trump afirmaram que Carroll deveria aguardar uma nova análise da Suprema Corte dos EUA antes de receber a indenização. Eles alegaram que o presidente sofreria uma perda irreparável se o dinheiro fosse doado por Carroll, como ela já declarou que pretende fazer, tornando a recuperação dos recursos improvável.
Trump tenta novo recurso na Suprema Corte
Trump protocolou nesta quarta-feira um novo pedido para que a Suprema Corte reavalie seu recurso. A defesa afirma que um pagamento agora poderia prejudicar o ex-presidente caso o tribunal aceite revisar novamente o caso, algo raro depois de uma negativa inicial.
Os advogados também disseram que liberar a indenização antes de uma definição final enfraqueceria a confiança pública no processo judicial, em meio a críticas sobre suposta instrumentalização política da Justiça.
Disputa judicial entre Trump e Carroll se arrasta há anos
Carroll, de 82 anos, e Trump, de 80, travam uma batalha judicial há quase sete anos. O caso começou depois que ela afirmou publicamente que foi estuprada por Trump por volta de 1996, em um camarim da loja Bergdorf Goodman, em Manhattan. Trump nega as acusações e diz que Carroll inventou a história para promover suas memórias.
Em outro processo, um júri diferente determinou em janeiro de 2024 que Trump pagasse US$ 83,3 milhões a Carroll por declarações feitas em 2019, durante seu primeiro mandato. Em setembro, o 2º Tribunal de Apelações dos EUA recusou anular essa decisão, e Trump também pretende recorrer desse caso à Suprema Corte dos EUA.
Carroll afirma que Trump tenta adiar os processos para evitar responsabilização. Já a defesa do ex-presidente sustenta que uma eventual vitória em recurso poderia alterar a base do veredito de US$ 5 milhões, atualmente liberado para pagamento. (com informações da agência Reuters)