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Trump diz que cessar-fogo com o Irã 'acabou' após nova troca de ataques

Presidente dos EUA afirmou que a trégua terminou e acusou Teerã de violar o acordo em meio à escalada militar

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 08/07/2026 às 07:09

Alterado em 08/07/2026 às 08:13

Donald Trump Donald Trump – Reprodução vídeo do Instagram

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 8, que considera encerrado o cessar-fogo com o Irã após a nova troca de ataques entre os dois países. Durante uma cúpula da OTAN, ele disse que, para ele, a trégua chegou ao fim e classificou o Irã como um país “doente”.

Trump também acusou Teerã de distorcer o que foi combinado na trégua assinada em 17 de junho. Segundo o presidente americano, o acordo previa que não haveria arma nuclear, mas o governo iraniano estaria negando publicamente os termos e perdendo tempo nas negociações.

Escalada militar entre EUA e Irã

As declarações vieram após o Irã anunciar ataques contra 85 instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrein, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos na terça-feira, 7. De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica, a ofensiva foi feita com mísseis e drones e incluiu a derrubada de um drone americano MQ-9.

Os novos ataques ocorreram depois de Washington informar que havia bombardeado o Irã em resposta a ações atribuídas a Teerã contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos classificou a ação iraniana como uma “violação flagrante” do cessar-fogo, ampliando ainda mais a tensão na região.

Sanções e reação de Teerã

Horas antes da ofensiva, o governo americano também restabeleceu sanções ao setor petrolífero iraniano ao revogar uma licença que suspendia temporariamente as restrições. A medida aumentou a pressão sobre Teerã em meio à deterioração do acordo de trégua.

Nas redes sociais, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o Irã manterá sua posição diante da nova escalada do conflito. Ele disse que a “era da intimidação e da extorsão acabou” e que o país não vai ceder. (com informações da Agência Estado)

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