Trump diz que líder do Tren de Aragua foi morto na Venezuela
Presidente dos EUA anunciou operação contra o grupo criminoso e afirmou que não há refúgio seguro para seus integrantes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua rede Truth Social que o comando sul das forças armadas norte-americanas executou Niño Guerrero, apontado como líder do grupo Tren de Aragua. Segundo ele, a ação ocorreu no sudeste do estado de Bolívar, na Venezuela.
Trump disse que a operação foi rápida e letal, realizada em estreita colaboração com aliados na Venezuela. O presidente também classificou o Tren de Aragua como uma organização terrorista estrangeira e afirmou que seus integrantes não têm mais refúgio seguro, nem na Venezuela nem em outros lugares.
Reação da Venezuela e contexto regional
O governo venezuelano, por outro lado, trata o Tren de Aragua como uma organização criminal. Em nota, disse que continuará adotando as medidas necessárias para garantir a paz, a tranquilidade e a proteção da população, sem confirmar a versão apresentada por Trump sobre a execução do líder do grupo.
O comando sul das forças armadas dos EUA é responsável por planejar operações e cooperação de segurança na América Central, América do Sul e Caribe. A movimentação acontece em meio ao endurecimento da política americana contra facções ligadas ao narcotráfico na região.
Pressão dos EUA sobre facções criminosas
No fim de maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos também passou a designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas criminosas. A medida ampliou o tom de combate de Washington contra grupos associados ao crime organizado na América Latina.
Segundo Trump, sob sua liderança, assassinos cruéis e chefes do narcotráfico serão encontrados “a qualquer hora, em qualquer lugar”, reforçando o discurso de ofensiva permanente contra essas facções.
Brasil é quem define como combate e classifica o crime, informa o Planalto.
Em meio à reação política, Marina Silva criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O episódio também levou Alckmin a dizer que a discussão virou factoide político.
Já Flávio Bolsonaro apareceu no centro das leituras sobre a aproximação com Donald Trump.
A pressão sobre facções também remete a operações da PF contra grupos que abasteciam o crime organizado.