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Bilbao tem protesto após confronto da polícia com ativistas da flotilha pró-Gaza

Cerca de 2 mil pessoas foram às ruas na cidade espanhola para criticar a atuação da polícia basca no retorno de ativistas libertados por Israel

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 25/05/2026 às 08:24

Alterado em 25/05/2026 às 08:28

Ativistas espanhóis da Flotilha Global Sumud, com destino a Gaza, detidos pelas forças israelenses após suas embarcações serem interceptadas em águas internacionais no Mediterrâneo, chegam ao Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat, em Barcelona Foto: Reuters/Albert Gea

Cerca de dois mil manifestantes saíram às ruas da cidade espanhola de Bilbao neste domingo(25) para condenar o tratamento dado pela polícia basca aos ativistas de uma flotilha de ajuda a Gaza em seu retorno da detenção em Israel.

Quando um parente de um dos seis ativistas que retornavam tentou se aproximar deles no aeroporto de Bilbao no sábado, um policial o impediu com força, o que levou a brigas entre os dois lados, segundo imagens da emissora estatal TVE.

As imagens mostraram policiais batendo em pessoas com cassetetes e prendendo outras no chão, enquanto eram ridicularizados pelos espectadores. Antes disso, os ativistas pareciam ter bloqueado a saída de outros passageiros e a polícia tentou removê-los.

A força policial regional basca disse em um comunicado no domingo que iniciou uma investigação para determinar se os policiais cumpriram os procedimentos. A Reuters entrou em contato com o governo espanhol para comentar o assunto.

Na marcha de domingo, manifestantes pró-Palestina carregaram faixas criticando a força policial basca e acusando o governo local de ser cúmplice do sionismo.

Os ativistas foram libertados da custódia israelense depois de terem sido detidos em uma flotilha que tentava levar ajuda a Gaza. Os organizadores alegaram na sexta-feira que os ativistas foram submetidos a abusos durante a detenção israelense, sendo que vários foram hospitalizados com ferimentos e pelo menos 15 relataram agressões sexuais, inclusive estupro.

O serviço prisional de Israel negou as alegações, e a Reuters não conseguiu verificar as alegações dos ativistas de forma independente. (com Reuters)