JOGOS ELETRÔNICOS
Times que podem atrapalhar os favoritos na Copa do Mundo de 2026
Por JB GAMES
Publicado em 28/06/2026 às 15:47
Alterado em 28/06/2026 às 15:49
. Foto de Jeffrey Surju na Unsplash
A Copa do Mundo deixou de ser um território exclusivo das grandes potências. A cada edição, seleções fora do eixo tradicional encontram brechas para desafiar gigantes, e o formato adotado em 2026 amplia essas oportunidades como nunca antes.
A combinação de um torneio inchado, calendário mais longo e maior diversidade geográfica cria o cenário ideal para zebras. Entender quem são os candidatos a carrasco dos favoritos exige olhar para estrutura, tática e história ao mesmo tempo.
O novo formato e o reequilíbrio da competitividade
O ponto de partida é estrutural. O torneio passou a contar com 48 seleções, ante as 32 de edições anteriores, e soma 104 partidas no total, sendo 72 na fase de grupos e 32 no mata-mata.
Esse desenho muda a matemática da sobrevivência. As duas primeiras seleções de cada grupo, mais os oito melhores terceiros colocados, avançam para o mata-mata. Na prática, perder um jogo deixou de ser uma sentença de eliminação para times intermediários.
Por que a expansão favorece os azarões
Para seleções de ranking médio, a margem de erro nunca foi tão generosa. Analistas e plataformas de apostas já recalibram suas projeções diante desse cenário, e quem quiser comparar as casas regulamentadas pode conferir as opções nesse levantamento, que reúne operadores autorizados no Brasil.
Apenas para maiores de 18 anos
A lógica é simples: com mais vagas no mata-mata, um único bom resultado pode bastar. Em vez de 16 times avançando para o primeiro mata-mata, como ocorria desde 1998, agora são 32 superando a fase de grupos.
As seleções emergentes que podem surpreender
Os primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026 confirmaram a tendência. A Cabo Verde, classificada na 67ª posição do ranking e em sua estreia em Copas, segurou a Espanha, favorita ao título e 2ª colocada no ranking, em um empate por 0 a 0, considerado o maior choque do torneio até aquele momento. A Nova Zelândia, a seleção de menor ranking entre as 48 classificadas, também empatou em 2 a 2 com o Irã, 20º colocado.
A diversidade regional é o motor dessa imprevisibilidade. A FIFA ampliou as vagas para a África (para 9), Ásia (para 8) e concedeu à Oceania sua primeira vaga direta garantida. Mais detalhes sobre a estrutura oficial do torneio estão disponíveis no site da FIFA.
Crescimento técnico fora do eixo tradicional
A evolução não é teórica. Japão, Marrocos, Senegal e Estados Unidos têm qualidade de elenco e disciplina tática para eliminar uma grande nação. O Marrocos chegou às semifinais em 2022 e mostrou o que um time organizado pode fazer contra adversários mais ricos. O Japão, por sua vez, venceu Alemanha e Espanha na fase de grupos do Catar, provando que resultados improváveis têm se tornado rotineiros.
Seleções estreantes também chegam mais maduras. Para os quatro estreantes de 2026 — Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão — a regra dos melhores terceiros é transformadora.
Fatores que explicam as grandes zebras
Surpresas raramente são acidentes; elas seguem padrões táticos identificáveis, e o histórico recente confirma quais ferramentas funcionam contra os favoritos:
- Bloco defensivo baixo e compacto, reduzindo os espaços para os times tecnicamente superiores
- Transições rápidas e eficiência no contra-ataque, convertendo poucas chances em gols
- Eficácia em bolas paradas, decisivas em jogos equilibrados
- Alto índice de defesas do goleiro, que sustenta resultados apertados
O roteiro do Marrocos em 2022 ilustra bem o ponto. A seleção empatou em 0 a 0 com a Croácia, derrotou a Bélgica por 2 a 0 e venceu o Canadá por 2 a 1 para liderar o grupo, eliminou a Espanha nos pênaltis e bateu Portugal por 1 a 0 nas quartas.
Favoritos e possíveis carrascos: a diferença de preparação
Os pesos-pesados seguem como referência. A França entra na Copa de 2026 como uma das principais favoritas, com Kylian Mbappé liderando um elenco de nível mundial construído sobre dois títulos mundiais. Argentina, atual campeã, e Brasil completam o pelotão de elite.
A diferença está no estilo. Enquanto os favoritos apostam em controle e posse, os azarões exploram organização defensiva e momentos pontuais de letalidade. O passado mostra que isso basta: a Argentina não perdia havia 36 partidas consecutivas antes de enfrentar a Arábia Saudita no Catar, quando Lionel Messi abriu o placar de pênalti aos 10 minutos. O resultado virou.
Por que 2026 pode ter mais surpresas do que qualquer Copa
Mais seleções, mais jogos e um caminho mais acessível ao mata-mata multiplicam as chances de resultados inesperados. A Copa do Mundo já produziu mais matanças de gigantes do que qualquer outra competição no futebol, e o novo formato amplifica essa característica.
Para os favoritos de 2026, o recado é claro: a margem para tropeços encolheu, mas o número de adversários capazes de provocá-los nunca foi tão grande. A hierarquia tradicional do futebol terá de ser defendida em campo, jogo a jogo.