No Result
View All Result
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Jornal do Brasil

Desde 1891

Assine
  • Mundo
  • Brasil
  • Rio
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Bem Viver
  • Ciência
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Leilões e Editais
  • Mundo
  • Brasil
  • Rio
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Bem Viver
  • Ciência
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Leilões e Editais
Jornal do Brasil
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Curiosidades

Céu laranja no fim da tarde em dias secos tem explicação física: a luz do Sol cruza mais ar, perde o azul no caminho e chega aos olhos em tons de laranja e vermelho

Espalhamento Rayleigh tira o azul da luz no caminho mais longo do entardecer; poeira e partículas presas no ar seco reforçam o laranja

by Joao Victor
[email protected]

Publicado em 12/10/2026 às 18:00

Céu laranja e vermelho no fim da tarde visto da janela, com prédios e árvores em silhueta

Céu laranja e vermelho no fim da tarde visto da janela, com prédios e árvores em silhueta. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Alterado em 08/10/2026 às 15:03

Céu laranja e vermelho no fim da tarde visto da janela, com prédios e árvores em silhueta. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Da janela, num fim de tarde sem nuvens de chuva, o céu do lado oeste vai trocando o azul por um laranja forte, quase cor de brasa, enquanto o Sol desce atrás dos prédios. A cena tem explicação na física da luz: perto do horizonte, a luz solar atravessa uma camada muito mais grossa de atmosfera, o azul se espalha pelo caminho e o que sobra para os olhos são os tons de laranja e vermelho. Poeira e outras partículas presas no ar seco reforçam o efeito.

A luz branca do Sol é a soma de todas as cores

Segundo o serviço meteorológico do Reino Unido, o Met Office, a luz do Sol parece branca, mas é feita de muitas cores, cada uma com um comprimento de onda diferente. O vermelho tem as ondas mais longas que o olho humano enxerga; o azul e o violeta, as mais curtas, como mostra o portal educativo SciJinks, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

Enquanto a luz viaja pelo espaço, nada a desvia. Ao entrar na atmosfera, ela começa a esbarrar nas moléculas dos gases do ar, que são muito menores que o comprimento de onda da luz visível. Esse esbarrão, que manda a luz para todos os lados, tem nome: espalhamento Rayleigh, como explica o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS).

O azul se espalha mais, e por isso o céu de dia é azul

Pôr do sol alaranjado e enevoado sobre o cerrado seco, com árvores retorcidas em silhueta
Pôr do sol alaranjado e enevoado sobre o cerrado seco, com árvores retorcidas em silhueta. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O detalhe que decide a cor do céu é que essas moléculas não tratam todas as cores do mesmo jeito. Elas espalham as ondas curtas muito mais do que as longas, diz o Met Office. Na explicação da NASA, a luz azul é espalhada mais do que as outras cores porque viaja em ondas mais curtas e menores.

Ao meio-dia, com o Sol alto, a luz percorre um trecho relativamente curto de ar até chegar ao chão. O azul espalhado vem de todas as direções do céu, e é essa luz difusa que a gente enxerga quando olha para cima. As cores de onda longa seguem quase em linha reta, junto com o disco do Sol.

No fim da tarde, a luz atravessa muito mais atmosfera

Quando o Sol desce, a geometria muda. A luz deixa de cair quase na vertical e passa a cortar a atmosfera de lado, num caminho bem mais longo. O NWS resume: no pôr do sol, a luz solar passa por mais atmosfera do que durante o dia, e por isso o nascer e o pôr do sol costumam ter tons de rosa, vermelho e laranja.

Nesse trajeto comprido, o azul vai sendo espalhado para fora do feixe antes de chegar a quem está olhando. De acordo com a NASA, ainda mais luz azul se perde, e os vermelhos e amarelos passam direto até os olhos. O Met Office descreve o mesmo resultado: com o Sol baixo, a luz cruza uma camada mais espessa de atmosfera, e o que se vê são os comprimentos de onda mais longos, os vermelhos e laranjas que formam as cores do pôr e do nascer do sol.

Poeira, fumaça e poluição deixam o laranja mais intenso

As moléculas de gás não são as únicas no caminho. A NASA informa que o céu pode ficar vermelho porque poeira, poluição e outros aerossóis (partículas suspensas no ar) também espalham a luz azul. O SciJinks acrescenta que partículas maiores de poeira, poluição e vapor de água refletem e espalham mais os vermelhos e amarelos, às vezes fazendo todo o céu do oeste brilhar em vermelho.

Partículas com tamanho parecido com o da onda de luz seguem outra regra, o espalhamento Mie. Segundo a NOAA, esse tipo de espalhamento não separa as cores: as gotinhas de água das nuvens espalham todas elas mais ou menos por igual, e por isso as nuvens parecem brancas. A mesma página da agência observa que névoa seca e poeira podem deixar as nuvens amarelas, laranjas ou vermelhas, e que algumas das nuvens mais bonitas aparecem perto do nascer e do pôr do sol.

O ar seco entra na história pelo tipo de tempo. Em sua página sobre o céu vermelho ao entardecer, o Met Office explica que o céu vermelho aparece quando poeira e pequenas partículas ficam presas na atmosfera por um sistema de alta pressão, e que um pôr do sol avermelhado costuma indicar que o dia seguinte será seco e agradável. É daí que vem o velho ditado inglês do céu vermelho à noite.

Em dias de tempo seco, o oeste é o lado do céu para observar

No Brasil, os períodos de tempo firme costumam chegar com uma massa de ar seco que se instala por dias sobre uma região, com céu aberto e pouca chuva. Nessas situações, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite avisos de perigo para baixa umidade do ar, em níveis como amarelo e laranja, e mantém no portal um monitoramento das menores umidades registradas no país. Vale conferir a previsão da sua cidade ali antes de separar o fim de tarde para olhar o céu.

Para ver o espetáculo, basta procurar um ponto com o horizonte oeste livre, como uma janela alta, um mirante ou uma praça aberta, e acompanhar os minutos em torno do pôr do sol. Nunca olhe diretamente para o Sol, mesmo quando ele parece fraco e alaranjado perto do horizonte: a cena mais bonita está no céu ao redor dele e nas nuvens que se acendem depois que ele some.

Informações conferidas em 8 de outubro de 2026 nas fontes citadas.

Tags: céu laranjacuriosidadesespalhamento Rayleighfísica da luzInmetpôr do soltempo seco

Outras notícias

Laranja cortada e gomos num pratinho, copo de água e escova de dentes num copo sobre a bancada

Os dentistas concordam: o ácido da laranja e do limão amolece o esmalte, e a associação americana recomenda esperar uma hora para escovar os dentes

Por Joao Victor
12.10.2026
0

Associação Dentária Americana, guia de saúde bucal do Reino Unido e estudos com voluntários explicam a erosão e o que fazer depois da fruta

Galho carregado de cabeludinhas amarelas e peludas, com algumas frutas na palma de uma mão

Parece jabuticaba, mas é amarela e coberta de pelos: a cabeludinha é fruta nativa da Mata Atlântica com sabor doce-acidulado que dá frutos em outubro em São Paulo

Por Joao Victor
11.10.2026
0

Jabuticaba-amarela da Mata Atlântica tem casca peluda, polpa doce-acidulada e planta baixa, que cabe no quintal.

Lua cheia grande e alaranjada nascendo sobre o mar de uma praia, com coqueiros e prédios em silhueta

Última superlua de 2026 fica cheia às 22h28 de 23 de dezembro no horário de Brasília e nasce no leste quase junto com o pôr do sol

Por Joao Victor
11.10.2026
0

A lua cheia de dezembro é a mais próxima da Terra no ano; veja o horário em que ela nasce em São Paulo, Rio, Brasília, Recife, Porto Alegre e Manaus

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal do Brasil

Nos siga nas redes sociais!

  • Politica de Privacidade
  • Termos de Serviço
  • Politica de Cookies

©2025 www.jb.com.br.
Todos os direitos reservados
Desenvolvido por InterMedia LLC

  • Rio
  • Brasil
  • Mundo
  • informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Internacional
  • Contato
  • Esportes
  • Saúde
  • Ciência e Tecnologia
  • Caderno B
  • Colunistas
  • Economia
  • Empresa e Negócios
  • Mundo
  • Brasil
    • Informe JB
    • Meio Ambiente
    • Política
    • Educação
    • Justiça
    • São Paulo
    • Direitos Humanos
    • Especiais
    • Opinião
    • Registro
    • Ação Social
    • Má Notícia
  • Rio
    • Niterói
    • Caderno Niterói
  • Informe JB
  • Opinião
  • Política
  • Economia
    • Imóveis
    • Automóveis
    • Criptomoedas
    • Empresas e Novos Negócios
    • Informe Econômico
    • Leilões e Editais
  • Esportes
    • Extracampo
    • Nas Quadras
  • Bem Viver
    • Beleza
    • Casa
    • Gastronomia
    • Luxo
    • Mente Sã
    • Moda
    • Saúde
    • Turismo
  • Ciência
    • Internet
  • Caderno B
    • Gente
    • Televisão
    • Cinema
    • Roteiro Cultural
    • Caio Bucker
    • Programa
  • Colunistas
    • Coisas da Política
    • O Outro Lado da Moeda
    • Tom Leão
    • A Sua Saúde
    • Música em Pauta
    • Dicas do Aquiles
    • Charles Cosac
    • Todos os Colunistas
  • Fotos e Videos
  • Fake e Fatos